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Analistas elogiam a gorda distribuição de dividendos anunciada pela Petrobras e monitoram impactos da eleição nos papéis
Os investidores promovem uma verdadeira corrida pelos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) no último pregão da semana. Por volta das 12h10, as ações ordinárias da petroleira disparavam 7,03%, enquanto as preferenciais tinham ganhos de 5,64%. A 3R Petroleum (RRRP3) também pegou carona no movimento e subia 5,03% no mesmo horário.
A busca pelos ativos vem na esteira do resultado do segundo trimestre da Petrobras, que anunciou um lucro de R$ 54,33 bilhões no período, bem acima do esperado pelo mercado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 98,26 bilhões também empolgou os investidores.
A valorização dos preços do petróleo é outro fator que ajuda esse movimento de alta dos ativos da Petrobras e do restante do setor de óleo e gás. No mesmo horário, os contratos do barril do Brent para outubro avançam 4,31%, negociados a US$ 106,22.
Mas o que fez os olhos do mercado brilharem mesmo foi o anúncio de que a estatal vai pagar um valor recorde de dividendos aos seus acionistas — R$ 87 bilhões, o equivalente a R$ 6,73 por ação.
O pagamento será realizado em duas parcelas — a primeira, no valor de R$ 3,366002 por ação em circulação, será paga em 31 de agosto, enquanto a segunda, de R$ 3,366001 por ação, será paga em 20 de setembro.
Terão direito aos recursos acionistas que detiverem ações na B3 até o dia 11 de agosto. Já para os detentores de recibos de ações negociados em Nova York (Nyse), a data de corte é 15 de agosto. A partir de 12 de agosto, os papéis serão negociados a ex-direitos.
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Em relatório, o Bradesco BBI afirma que o balanço da Petrobras (PETR4;PETR3) marca “outro trimestre excepcional”, destacando o desempenho dos negócios de exploração e gás da companhia, além da geração de fluxo de caixa para os acionistas.
Os analistas do banco demonstram especial preocupação com as eleições, já que acreditam que o preço dos papéis irá acompanhar de perto as perspectivas para o pleito.
O relatório divulgado hoje apresenta um índice chamado de "Medo x Cobiça", para calcular se a companhia é negociada dentro de um parâmetro de medo com riscos de intervenção estatal ou o contrário.
"Vemos as ações da Petrobras sendo negociadas dentro da zona de medo, potencialmente mostrando que o mercado acredita que um governo mais propenso à intervenção vencerá as eleições presidenciais de 2022 no Brasil. Manteremos nosso Índice de Medo e Ganância PBR mesmo após as eleições para verificar consistentemente a percepção do mercado versus as políticas introduzidas pelo próximo governo", escrevem os analistas.
Para o Bradesco BBI, PETR4 tem recomendação de compra acima da média do mercado (outperform) com preço-alvo de R$ 53 — potencial de valorização de 61,58% se considerado o fechamento de ontem.
Os analistas do Morgan Stanley também mantém o cenário político no radar, mas afirmam que com os US$ 6 bilhões em dividendos direcionados ao governo federal e a redução no preço da gasolina, os ruídos tendem a diminuir.
Em relatório, a equipe ressalta que os gatilhos mais importantes para os ativos provavelmente já ficaram para trás.
"Com a proximidade das eleições no Brasil, sentimentos sobre a macroeconomia e e expectativas para a política energética do próximo governo podem ser mais importantes para a performance da ação do que os fundamentos da empresa”, afirmam.
O Morgan Stanley tem a recomendação neutra para os papéis da companhia, com preço-alvo de US$ 14 para as ADRs — valorização que pode chegar a 4,5% se considerado o fechamento de quinta-feira (28) a US$ 13,39.
A XP também elogiou os resultados da Petrobras (PETR4;PETR3), destacando a soma de US$ 6,8 bilhões em desinvestimentos e acordo de coparticipação que permitiram o valor recorde de distribuição de dividendos sem comprometer o financeiro.
O relatório da XP aponta que os resultados surpreenderam os analistas positivamente em diversos aspectos, mas principalmente na margem Ebitda acima do esperado.
Os analistas reforçaram a recomendação de compra dos papéis, com preço-alvo de R$ 47,30 para PETR3/PETR4 — potencial de valorização de 34,18% e 47,30%, respectivamente.
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