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A queda brusca dos últimos meses ainda não chegou ao fim e as projeções estão piores para os principais players do setor
A pandemia do coronavírus foi um grande golpe para quase todos os setores da economia. Do grande industrial ao trabalhador informal, todos sentiram o baque da pior forma possível.
Enquanto as portas se fechavam, o e-commerce floresceu, acelerando um processo que poderia levar muito mais tempo se a população não tivesse se visto impedida de sair às ruas pelo vírus do coronavírus.
Com as vendas em alta e um crescimento exponencial, as ações das varejistas que conseguiram se destacar decolaram. Mas assim como a alta, a queda tem sido vertiginosa.
Com as pessoas fora de casa e de volta ao velho ritmo pré-pandêmico, muitos investidores perderam a confiança no potencial de crescimento dessas vencedoras, mas não é só isso. Ao contrário do que aconteceu durante a pandemia, os estímulos monetários secaram e o mundo agora enfrenta um ambiente de taxas de juros elevadas e inflação persistente.
A queda de dois dígitos dos grandes nomes do setor aparentemente não chegou ao fim. Os analistas do BTG Pactual acreditam que o cenário deve se manter complicado no curto prazo, já que o cenário macro e o crescimento da competição pesam no desempenho das empresas.
O banco, no entanto, ainda acredita na tese das empresas de crescimento — ainda que o esperado seja de que os próximos trimestres seja um volume transacionado menor, foco em negócios com margem de lucro maiores como forma de preservação de caixa e uma consolidação maior do mercado. Para este ano, a projeção é de um crescimento de apenas 12%.
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De posse dessa leitura, os analistas revisaram suas projeções para cinco empresas de e-commerce que hoje são negociadas na bolsa — as gigantes Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Via (VIIA3), e as plataformas de nicho Enjoei (ENJU3) e Westwing (WEST3).
Para Magalu e Americanas, a recomendação se manteve de compra, mas os preços-alvos foram drasticamente cortador. Para os papéis de MGLU3, a projeção foi de R$ 16 para R$ 7 (potencial de alta de mais de 150%), enquanto AMER3 foi de R$ 45 para R$ 29 (alta potencial de 83%.
A Via, dona das Casas Bahia, tem uma recomendação neutra e um preço-alvo de R$ 4, potencial de mais de 60% de alta.
Olhando para os players menores, a Westing teve o seu preço-alvo cortado de R$ 7 para R$4, enquanto o brechó online Enjoei caiu a R$2, ante projeção anterior de R$ 7.
Apesar de ainda acreditar no e-commerce como uma tese de longo prazo, o BTG tem preferência por players horizontais e com mais liquidez, como as ações do MercadoLibre.
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