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A empresária rebateu alguns dos principais boatos que envolvem o seu nome e comentou as perspectivas do varejo no TAG Summit 2022
Luiza Trajano é conhecida pela sua atuação como presidente — e, depois, líder do conselho de administração — do Magazine Luiza (MGLU3); também é famosa por sua fortuna, que lhe garante a presença no rol das mulheres mais ricas do Brasil.
Mas a empresária também vê seu nome constantemente cercado de polêmicas. “Já estou até meio acostumada a tomar paulada”, declarou ela, nesta quinta-feira (18).
Luiza afirmou que circulam muitas fake news a seu respeito e rebateu alguns dos principais boatos que envolvem o seu nome durante participação no painel de encerramento do TAG Summit 2022.
Um dos rumores mais conhecidos e famosos no mercado é de que a empresária estaria ligada ao Partido dos Trabalhadores — e que teria recebido um convite para integrar a chapa do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O Lula nunca me chamou para ser vice-presidente. Mas todo mundo me chamou: o Ciro, o Kassab, eles precisavam de uma mulher”, esclareceu.
Luiza Trajano reforçou que nunca se filiou a partido político nenhum, mas sempre acreditou na união da sociedade civil.
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A empresária ajudou a fundar e atualmente preside o Grupo Mulheres do Brasil. A associação, criada em 2013 por 40 mulheres vindas de diversos segmentos da economia, tem como meta principal a conquista de melhorias para o país.
Além disso, busca se tornar o maior grupo político suprapartidário do Brasil. “A gente não discute lado”, destacou Luiza.
A presidente do conselho do Magazine Luiza também comentou o momento atual e as perspectivas para o varejo.
A empresária relembrou que, depois do governo, o setor é o que mais gera empregos no Brasil, mas, assim como outros segmentos econômicos, foi prejudicado pelo ciclo de alta da taxa Selic: “Além da inflação, nós saímos de um dígito de juros para dois dígitos muito rapidamente”.
O impacto dos desafios macroeconômicos podem ser observados nas finanças do Magazine Luiza no último trimestre. A varejista registrou prejuízo líquido de R$ 135 milhões, revertendo um lucro líquido de R$ 95,5 milhões obtido no mesmo período do ano anterior.
Apesar disso, Luiza Trajano acredita que as perspectivas são positivas e que, a partir de agosto, será possível observar uma normalização do cenário.
“Temos que lutar mais e, por causa do custo financeiro maior, a margem é menor. Mas, mesmo assim, vamos crescer, porque o potencial do Brasil é muito grande”, afirmou.
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