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Especialista classifica a relação entre Rússia e China como um "suporte emocional", já que a recusa chinesa em enviar apoio militar emite um sinal importante

Apesar de no imaginário geopolítico global as figuras dos chefes de Estado da Rússia e China — Vladimir Putin e Xi Jinping — aparecerem sempre como melhores amigos inseparáveis, a amizade entre os dois controversos líderes também parece ter os seus limites.
De acordo com o professor australiano Matthew Sussex, da Universidade Griffith, a parceria entre os principais antagonistas ao poder hegemônico dos Estados Unidos não é estabelecida de igual para igual — a China possui uma relação de dominância frente à Rússia e não está mais disposta a encarar as aventuras de Putin sem questionar.
Para o analista, a maior dependência da Rússia é o que desequilibra a balança.
Nos últimos dias, Xi Jinping se encontrou com Putin no Uzbequistão pela primeira vez desde que o exército de Putin invadiu a Ucrânia, e o líder chinês demonstrou apoio aos interesses comuns dos países, mas o especialista afirma que a relação não é igualitária.
Um dos sinais de que há problemas nessa relação é que Pequim se recusa a fornecer armas para Moscou, mesmo que continue comprando o petróleo mais barato que tem sido vendido pela Rússia.
Até o momento, a guerra na Ucrânia já matou 34 mil pessoas, com as maiores perdas vindo do lado russo. Nas últimas semanas, a pressão sobre Putin aumentou, já que o governo ucraniano recuperou territórios e encurralou parte das tropas invasoras.
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Apesar da irritação chinesa com os desdobramentos da guerra, a parceria entre os dois países deve continuar. Para Xiaoyu Pu, professor associado da Universidade de Nevada, os dois líderes devem continuar unidos na tentativa de contrabalancear a dominância ocidental na economia.
Pu classifica a relação entre Rússia e China como um "suporte emocional", já que a recusa chinesa em enviar apoio militar emite um sinal importante.
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