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2022-07-07T18:10:53-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Em meio ao terremoto

Apesar dos resgates, fundos multimercados conseguem fechar o 1º semestre no azul; emissões de renda variável desabam 75% no período

Período difícil para ativos de risco beneficiou a renda fixa e levou investidores a fugirem de fundos de ações e multimercados

7 de julho de 2022
18:10
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A maioria das subclasses de multimercados conseguiu escapar da sangria generalizada da renda variável, apesar dos resgates líquidos. Imagem: Freepik

Você já deve estar careca de ler aqui no Seu Dinheiro que um dos poucos destaques positivos do mundo dos investimentos no primeiro semestre de 2022 foi a renda fixa.

Com a escalada global dos juros e as incertezas no cenário macroeconômico, essa classe de ativos foi a única que viu alta nas emissões de ativos, e uma das poucas em que os fundos terminaram o período com captação líquida.

Os ativos de risco, por sua vez, sofreram na primeira metade do ano: as emissões de ativos de renda variável despencaram 75,1% ante o mesmo período de 2021, para apenas R$ 19 bilhões, segundo o balanço semestral divulgado nesta semana pela Anbima - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

Fundos de ações e multimercados terminaram o semestre com resgates líquidos, com a debandada dos investidores para ativos mais seguros, sobretudo os fundos de renda fixa e ativos isentos de imposto de renda.

Mas mesmo sendo a classe de fundos com maior volume de resgates líquidos, a maioria das subclasses dos multimercados conseguiu fechar o primeiro semestre no azul.

Esses fundos, que podem investir em diversos tipos de ativos e se proteger de quedas no mercado, foram capazes de aproveitar os ativos e operações que se saíram bem no período.

Os fundos de ações, por sua vez, terminaram o semestre majoritariamente em baixa.

Emissões de ativos no primeiro semestre

Em comparação ao primeiro semestre do ano passado, o total de emissões de ativos caiu 12,1% nos primeiros seis meses de 2022. A renda fixa foi a classe de ativos com maior volume emitido e a única a ver crescimento. A renda variável teve uma queda brusca nas emissões.

Total de emissõesRenda fixaRenda variávelHíbridos
VolumeR$ 233 bilhõesR$ 202 bilhõesR$ 19 bilhõesR$ 12 bilhões
Variação ante o 1º semestre de 2021-12,1%+25,0%-75,1%-56,1%
Fonte: Anbima

Os únicos ativos a verem crescimento nas emissões em relação ao primeiro semestre do ano passado foram os Certificados de Recebíveis do Agronegócio - CRA (+53,9%), as debêntures (+35,3%) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários - CRI (+13,4%), todos títulos de renda fixa.

Na renda variável, os IPOs - ofertas iniciais de ações, quando uma empresa abre capital na bolsa - praticamente desapareceram. Enquanto no primeiro semestre de 2021 eles movimentaram R$ 35,7 bilhões, de janeiro a junho deste ano o volume de IPOs foi de apenas R$ 400 milhões.

O restante das emissões se referiu a ofertas subsequentes (follow ons), que totalizaram R$ 18,5 bilhões no primeiro semestre de 2022, contra R$ 40,0 bilhões no mesmo período do ano passado.

Apesar do volume baixo, a maioria das emissões deste ano, diz a Anbima, foi primária: 95,2% se referiram a recursos que foram para o caixa da empresa.

VEJA TAMBÉM: RISCOS PARA A ECONOMIA NO 2° SEMESTRE: Lula x Bolsonaro, inflação e JUROS I RECESSÃO NOS EUA?

Captações e resgates líquidos nos fundos de investimento

A indústria de fundos teve uma captação líquida de apenas R$ 8 bilhões no primeiro semestre de 2022, bem abaixo do registrado no mesmo período nos últimos cinco anos.

Captacao liquida acumulada da industria de fundos.png
Fonte: Anbima

Os fundos de renda fixa apresentaram a maior captação líquida, seguidos dos FIDCs (que também são ativos de crédito) e dos fundos cambiais. Todas as demais grandes classes de fundos viram resgates líquidos. Os fundos de ações tiveram uma saída de quase R$ 50 bilhões, enquanto os multimercados perderam quase R$ 62 bilhões.

Classe de fundosCaptação/Resgate líquido
Renda fixaR$ 88,8 bilhões
Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)R$ 31,6 bilhões
CambialR$ 1,2 bilhão
Fundos de Investimento em Participações (FIP)-R$ 554,7 milhões
ETF-R$ 667,2 milhões
Previdência-R$ 1,1 bilhão
Ações-R$ 49,5 bilhões
Multimercados-R$ 61,8 bilhões
TotalR$ 8 bilhões
Fonte: Anbima

Rentabilidade dos fundos por tipo

Renda fixa

Tipo de fundoRetorno no primeiro semestre
Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento8,22%
Renda Fixa Duração Livre Grau de Investimento6,09%
Renda Fixa Duração Baixa Crédito Livre6,07%
Renda Fixa Duração Média Crédito Livre5,76%
Renda Fixa Duração Alta Crédito Livre5,72%
Renda Fixa Duração Livre Soberano5,69%
Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento5,68%
Renda Fixa Duração Média Grau de Investimento5,61%
Renda Fixa Duração Livre Crédito Livre5,39%
Renda Fixa Indexados5,37%
Renda Fixa Duração Média Soberano5,25%
Renda Fixa Simples5,07%
Renda Fixa Duração Baixa Soberano4,82%
Renda Fixa Duração Alta Soberano4,61%
Renda Fixa Investimento no Exterior-8,65%
Renda Fixa Dívida Externa-12,75%
Fonte: Anbima

Multimercados

Tipo de fundoRetorno no primeiro semestre
Multimercados Long and Short Neutro8,73%
Multimercados Balanceados6,18%
Multimercados Dinâmico6,07%
Multimercados Trading5,56%
Multimercados Juros e Moedas5,53%
Multimercados Livre4,75%
Multimercados Capital Protegido3,01%
Multimercados Long and Short Direcional2,46%
Multimercados Macro11,21%
Multimercados Estratégia Específica-1,00%
Multimercados Investimento no Exterior-0,58%
Fonte: Anbima

Ações

Tipo de fundoRetorno no primeiro semestre
Ações FMP-FGTS8,82%
Fundo Mono Ação11,51%
Ações Índice Ativo-9,73%
Ações Sustentabilidade / Governança-9,56%
Ações Indexados-6,64%
Fechados de Ações-6,33%
Ações Setoriais-30,35%
Ações Investimento no Exterior-17,07%
Ações Small Caps-15,56%
Ações Valor / Crescimento-15,52%
Ações Livre-13,35%
Ações Dividendos-1,78%
Fonte: Anbima

Cambiais

Tipo de fundoRetorno no primeiro semestre
Cambial-6,29%
Fonte: Anbima
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