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Apesar de muitas empresas estarem sendo negociadas bem abaixo dos seus patamares históricos, os analistas tendem a preferir ativos mais defensivos e seguros enquanto a taxa de juros se mantiver elevada
Com a eleição presidencial no Brasil e a perspectiva de um aperto monetário duro nos países desenvolvidos, dava para contar nos dedos os economistas e gestores que entraram em 2022 com uma visão otimista para a bolsa. Cautela era a palavra de ordem.
Os três primeiros meses do ano, no entanto, bagunçaram a cabeça de todo mundo. Os mais de R$ 60 bilhões de dinheiro estrangeiro que entraram no país entre janeiro e março descolaram o Ibovespa do resto do mundo — e fizeram diversas casas de análise revisarem suas estimativas.
Mas, quando a conta enfim chegou, o resultado foi pior do que o esperado. A cautela do segundo trimestre superou até mesmo as projeções mais pessimistas.
Isso porque ninguém esperava que uma guerra se iniciaria no leste europeu — e que a inflação alta e persistente continuaria sendo uma preocupação grande, mesmo após a atuação dos bancos centrais para conter o quadro inflacionário.

Apesar disso, muitas empresas seguiram entregando resultados positivos e consistentes, o que, para os especialistas, deixou muitas companhias em um patamar atrativo de preço.
Mas nada de correr para encher o carrinho com pressa – até mesmo os principais bancos ainda estão em processo de revisão para as suas projeções, tentando navegar a névoa que paira no ar.
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Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, diz que o investidor não deve ter medo de ser conservador; preferir ativos mais seguros para aproveitar a alta de juros pode ser uma boa, ao invés de mergulhar com tudo na bolsa. “Ninguém estará perdendo a oportunidade de uma vida”.
O segundo semestre deve ser interessante para investidores pacientes, que olham para o longo prazo e não esperam ganhos extraordinários em apenas seis meses. Para a maior parte dos gestores e analistas consultados pelo Seu Dinheiro, o período até o fim do ano deve ser uma espécie de transição para o mercado.
Passadas as eleições — e já com tempo suficiente para que o aperto monetário iniciado pelo BC no ano passado impacte os indicadores de inflação —, as oportunidades de investimento tendem a aumentar.
Enquanto isso, o jeito é ter estômago e paciência para suportar os trancos, e analisar bem o custo-oportunidade de preferir colocar ações na sua carteira.
Para essa matéria, o Seu Dinheiro ouviu: Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos; Tomás Awad, sócio fundador da 3R Investimentos; Matheus Tarzia e Augusto Lange, gestores da Neo Investimentos; Jorge Oliveira, gestor de renda variável da BlueLine; e Rafael Cota Maciel, gestor de renda variável da Inter Asset.
Este texto faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no segundo semestre de 2022. Leia também:
Apesar de muitos ativos se encontrarem em patamares atrativos de preço — e o consenso entre os especialistas é o de que muitas empresas estão abaixo do seu valor justo —, as apostas para os próximos meses seguem uma linha mais conservadora.
Com a tríade juros elevados, inflação e eleições dominando o cenário, a preferência fica com empresas menos alavancadas e com potencial de navegar bem em um ambiente macro desafiador.
Além disso, vale lembrar que muitos papéis que tiveram um salto nas cotações ao longo da pandemia seguem passando por um processo de reprecificação, e é difícil projetar um limite para os preços de tela.
Empresas do setor elétrico foram as mais citadas pelos analistas. Para Rafael Cota Maciel, da Inter Asset, companhias como a Equatorial (EQTL3) e a Eneva (ENEV3) possuem potencial defensivo e são imunes às questões políticas – tema que ganha ainda mais peso com a proximidade das eleições.
Além disso, os especialistas também citaram que esses ativos possuem dinâmicas de crescimento muito boas, com perspectivas animadoras para o futuro. E isso sem falar no alto potencial de pagamento de dividendos e uma boa ferramenta de proteção contra a inflação, devido ao formato dos contratos firmados.
Quando o assunto é o setor de consumo, os gestores se tornam mais seletivos nas escolhas. Para muitos, enquanto o cenário estiver instável e sem sinais de um alívio na taxa de juros, não é hora de tomar grandes riscos. Ainda assim, existem oportunidades a serem aproveitadas.
Para aqueles de perfil mais arrojado e com capacidade de fazer alterações táticas rapidamente no portfólio, Filipe Villegas, da Genial Investimentos, aponta que uma maior exposição a ativos mais voltados para a economia doméstica pode começar a ser construída, mas de forma lenta e observando as mudanças no cenário.
Augusto Lange, gestor da Neo Investimentos, vê a Arezzo (ARZZ3) e a Vivara (VIVA3) como bons exemplos do setor, com potencial para navegar bem em momentos de crise, boa capacidade de adaptação e planos agressivos de crescimento. Já Maciel, da Inter Asset, prefere nomes como Renner (LREN3) e Aliansce Sonae (ALSO3).
Tomás Awad, da 3R Investimentos, aposta no consumo básico, com nomes como a rede de atacarejo Assaí (ASAI3), a farmacêutica Hypera Pharma (HYPE3) e a Vulcabrás (VULC3), empresa com um portfólio de marcas que atendem todas as classes sociais.
Olhando para outros segmentos da bolsa, Jorge Oliveira, da BlueLine, ressalta outras narrativas interessantes. A Totvs (TOTS3) e seu bom histórico de resultados, a Weg (WEGE3) após a queda forte das ações nos últimos meses, e a Intelbras (INTB3) e seu portfólio diversificado são alguns exemplos.
Falar da bolsa brasileira sem falar de commodities é quase impossível. Com grande peso no Ibovespa, as empresas do setor tendem a ditar o ritmo dos negócios locais.
Tome como exemplo o primeiro trimestre do ano, momento em que a alta dos preços do petróleo e do minério de ferro aumentou a busca dos investidores estrangeiros por uma fatia de empresas como a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR4). A injeção de dólares levou o Ibovespa a subir mais de 15% no acumulado do ano.
A reversão da tendência vista nos últimos três meses coincide justamente com a piora das projeções para a economia chinesa. Com a política de “covid zero” fechando importantes centros comerciais e industriais, o temor de uma desaceleração e, consequentemente, uma demanda mais fraca, pressionaram os negócios.
Para a BlueLine, mesmo que o minério de ferro amplie a queda, a Vale ainda se encontra barata e tem uma margem de segurança com o crescimento da exploração e da demanda de outros metais, como lítio e cobre.
A Neo Investimentos é outra casa que acredita que os papéis do setor estão baratos, já que as cotações das commodities devem seguir elevadas por mais algum tempo. A casa acredita que a demanda continuará elevada, com maiores investimentos na área militar em foco.
Por outro lado, a Inter Asset vê atratividade nos papéis, mas acha difícil prever o comportamento do ciclo das commodities – um risco que não é confortável correr no momento.
Com a Petrobras envolvida em problemas políticos e muitas vezes preterida pelos gestores, restam poucas opções para os investidores surfarem a alta do petróleo, ainda que a commodity seja vista como mais previsível do que, por exemplo, o minério de ferro.
A crise envolvendo a petroleira, aliás, deixou os especialistas mais receosos quanto ao investimento em ações estatais.
Para aqueles que ainda assim querem colocar commodities na carteira, Filipe Villegas, da Genial, vê nas empresas de papel e celulose e proteínas uma boa oportunidade, já que possuem uma correlação maior com o dólar e podem servir de proteção.
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