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Ao menos 40 funcionários foram desligados da companhia nesta semana; o Zenklub ainda não se pronunciou sobre as demissões

O Zenklub tentou surfar a onda, mas não escapou da tempestade que tem assolado as startups. A plataforma de saúde mental realizou demissões na última terça-feira (28).
Segundo o Estadão, ao menos 40 funcionários foram desligados. As áreas mais afetadas foram de produto, experiência do cliente, vendas e recursos humanos.
Ou seja, o Zenklub demitiu cerca de 7% do quadro de colaboradores a partir de informações da empresa no LinkedIn. Porém, poucos ex-funcionários se pronunciaram sobre o ocorrido na rede social — em um dos depoimentos, a ex-colaboradora foi categórica: "Primeira coisa: me despediram do Zenklub; segunda coisa: preciso de um novo emprego".
A empresa alegou que os cortes fazem parte de uma "reestruturação" — justificativa que tem sido comum entre todas as startups que realizaram desligamentos nos últimos seis meses.
Ao Seu Dinheiro, a empresa confirmou as demissões, mas não informou o número de colaboradores afetados. Em nota, o Zenklub* disse que a "decisão é um ajuste estratégico". Confira a íntegra do posicionamento:
Na última terça-feira, 28 de junho, o Zenklub realizou o desligamento de um grupo de colaboradores que ocupavam posições específicas.
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A decisão faz parte de um ajuste na estratégia da empresa visando a sustentabilidade e o crescimento do negócio.
Informamos que os colaboradores impactados com a reestruturação receberão, além de suas rescisões previstas em contrato, um conjunto de benefícios que incluem extensão de plano de saúde e acompanhamento psicológico e terapêutico.
Por fim, a startup de saúde mental entrou no mercado de terapia online em 2016. Impulsionada pela pandemia, a empresa recebeu um aporte de R$ 45 milhões no ano passado.
Nas últimas semanas, as empresas Hash, Ebanx e Netflix demitiram juntas mais 700 funcionários.
Segundo o portal Layoffs Brasil, que faz um levantamento diário de demissões em startups, 19 empresas desligaram funcionários em junho, além da Zenklub — a companhia ainda não consta no site.
A onda de demissões nas startups começou em abril. A imobiliária QuintoAndar foi a primeira, com o corte de 160 funcionários. Em seguida, foi a vez da sua principal concorrente, a Loft.
Desde então, mais 2 mil profissionais foram desligados em pelo menos 20 empresas, dentre elas a Facily, Vtex, Olist, Mercado Bitcoin, Kavak, Valemobi/TradeMap, Americanas S.A./B2W, Shopee e iFood.
O principal motivo apontado para justificar as recorrentes demissões é o cenário de alta de juros, que torna os investimentos mais escassos, além da redução das receitas.
As empresas, em geral, afirmam que os desligamentos em massa acontecem devido a uma necessidade de reestruturação de áreas.
*Matéria atualizada às 10h38, do mesmo dia de publicação, para inclusão do posicionamento da empresa.
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