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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

derretendo

XP perde mais de US$ 2 bilhões em valor de mercado após balanço do 1T22. Saiba o que desagradou os investidores

De acordo com os principais bancos de investimento, queda na comissão média da XP no segmento de varejo foi o destaque negativo no 1T22

Flavia Alemi
Flavia Alemi
4 de maio de 2022
11:58 - atualizado às 16:05
XP investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A queda na comissão média da XP na prestação de serviços ao investidor pessoa física não passou batido pelos analistas que cobrem a empresa.

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De acordo com os principais bancos de investimento, esse foi o principal destaque negativo dos resultados do primeiro trimestre, divulgados ontem (3) após o fechamento do mercado.

As ações da empresa, listadas na Nasdaq, chegaram a cair mais de 15% nas negociações after hours logo após a divulgação dos resultados, mas encerraram o pós-mercado em queda de 4,66%.

Nesta manhã, os investidores continuam digerindo os resultados e o papel caía 16,87% por volta das 11h50, cotado a US$ 19,61. Em valor de mercado, isso chega a uma perda de mais de US$ 2 bilhões. Ao longo do dia, no entanto, a queda foi perdendo força e o papel fechou com perdas na casa de 8%.

XP mostra take rate do varejo comprimida

Conforme mencionado acima, a queda na comissão média da XP provocou consternação nos analistas. A taxa, chamada take rate, é a divisão da receita do segmento de varejo pelo valor sob custódia.

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Nos cálculos dos bancos de investimento, a take rate do varejo recuou para 1,15% no primeiro trimestre, de 1,36% no período imediatamente anterior.

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A pressão veio da menor receita do segmento, que caiu 11% de um trimestre para o outro, para R$ 2,4 bilhões, de R$ 2,7 bilhões.

Apesar da contração da take rate ter levantado sobrancelhas, o UBS BB ressalta que ela deve ser temporária.

"Os números de março já estavam bem melhores do que os dois primeiros meses do ano em termos de receita", apontaram os analistas do UBS BB em relatório.

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XP tem novo mix de receitas

Se, por um lado, as receitas com o varejo caíram, as do segmento institucional tiveram um salto relevante. Na comparaçao trimestral, o crescimento foi de 68%, enquanto na relação anual a alta foi de 86%, totalizando R$ 548 milhões.

De acordo com a XP, a alta veio, principalmente, das operações com derivativos, com os clientes montando posições de proteção em meio à volatilidade do mercado.

Lucro foi ajudado por taxa de imposto baixa

Além da receita do segmento institucional ter ajudado o lucro líquido da XP, o BTG Pactual destacou que houve também um empurrãozinho de uma taxa de imposto muito baixa.

No total do primeiro trimestre, a XP obteve R$ 855 milhões de lucro líquido, 16% maior na comparação anual, mas 14% menos em relação ao quarto trimestre de 2021.

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"É justo dizer que os resultados do primeiro trimestre representam riscos negativos para nós e para o consenso", disse o BTG em nota.

Preocupações com 'overhang' permanecem

O maior risco de curto prazo para as ações da XP, segundo os analistas, continua com o excesso de papéis no mercado (ou overhang). Isso porque a recente compra de 11,36% do capital da XP pelo Itaú Unibanco (ITUB4) deve vir seguida de uma venda da fatia.

"Embora, operacionalmente falando, a XP continue indo bem, especialmente diante do ambiente macroeconômico, nós acreditamos que a ação só vai se recuperar quando o Itaú e a Itausa se desfizerem da maior parte da fatia que eles ainda detêm na XP", disse o JP Morgan.

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