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Para entender essa história, é preciso voltar ao ano em que o acordo original, que previa um aumento escalonada da participação do banco na XP, foi fechado

Quando o Itaú Unibanco (ITUB4) comprou parte da XP (XPBR31), em 2017, as duas empresas iniciaram um casamento em 2017 que movimentou o mercado. E o divórcio, iniciado após o Banco Central proibir o banco de assumir o controle da corretora, também foi um dos mais aguardados pelo investidores.
Agora, meses após a separação ter sido devidamente finalizada, o assunto volta ao noticiário economômico com a confirmação de que o Itaú pagará R$ 7,9 bilhões pela aquisição de uma nova fatia de 11,36% do capital da XP.
A informação está presente no formulário 20F da instituição financeira, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta quinta-feira (28).
Mas por que o banco, que enfrentou tanta burocracia para se livrar da participação, entrará novamente na base acionária da corretora?
Para entender essa história, é preciso voltar ao ano em que o acordo original de casamento foi fechado. Em 2017, quando o Itaú adquiriu 49,9% da XP em uma transação que avaliou a corretora em aproximadamente R$ 12 bilhões, o contrato entre as partes previa um aumento escalonado da participação do banco na corretora até alcançar a fatia de 75% em 2022.
Antes de o BC melar o negócio, o Itaú ainda precisava comprar 11,38% da XP para saldar os compromissos contratuais. Como a fusão ficou para trás e essa participação não dará ao banco o status de controlador da XP, o órgão autorizou a transação.
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De acordo com comunicado divulgado pelo Itaú em novembro do ano passado, a operação deverá ser consumada neste ano, depois da publicação das demonstrações financeiras auditadas da XP referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2021.
Segunda informações do Broadcast, a nova fatia da XP também não permanecerá nas mãos do Itaú. O banco já afirmou que deve alienar os papéis, mas ainda não há detalhes sobre as condições para a venda.
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