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Negócio envolve minas da Vale no Mato Grosso do Sul e marca entrada da J&F, holding da família Batista, no setor de mineração
Substituição no Sistema Centro-Oeste: sai a Vale (VALE3), entra a J&F Mineração.
A Vale vai levantar mais de US$ 1 bilhão com a venda de suas minas de ferro e manganês no Mato Grosso do Sul para a J&F Mineração.
Além das minas, o acordo anunciado hoje pela Vale envolve a transferência de todos os passivos, da estrutura e dos contratos vigentes de trabalho e de logística da mineradora no chamado Sistema Centro-Oeste.
O negócio é estimado em US$ 1,2 bilhão e ainda depende da aprovação de órgãos regulatórios. Isto inclui o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Conselho de Defesa Nacional (CDN).
Em 2021, o Sistema Centro-Oeste produziu 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro e 200 mil toneladas de minério de manganês.
No período, a operação contribuiu com US$ 110 milhões com o EBITDA (sigla para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da mineradora.
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A transação está em linha com a estratégia de “simplificação de portfólio e foco nos principais negócios e oportunidades de crescimento, pautados pela alocação de capital disciplinada”, acrescenta a Vale por meio de comunicado.
Hoje, apesar da maré vermelha no Ibovespa, VALE3 encerou o dia em alta de 1,51%, a R$ 96,55.
A J&F Mineração pertence à J&F Investimentos, a holding da família Batista, fundadora do frigorífico JBS.
Ao comprar os ativos da Vale, a empresa dá os primeiros passos em um novo setor.
Segundo fonte citada pelo jornal Valor Econômico, o plano da empresa é formar uma espécie de JBS da mineração.
A JBS figura atualmente como a maior produtora de proteína animal do mundo.
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