Vale a pena comprar ação do Grupo Soma (SOMA3) enquanto o conglomerado segue na luta para reestruturar a Hering?
Mais de um ano depois de comprar a Hering por R$ 5 bilhões, analistas avaliam que a marca de roupas básicas possui dificuldades para abastecer as lojas, além de problemas de definição de preço
Antes de reestruturar um negócio e mudar uma marca por completo, é preciso lidar com todos os problemas operacionais que aparecerem pela frente. Acontece que, quando o Grupo Soma fechou a compra bilionária da Hering no ano passado, o conglomerado não sabia que a lista de adversidades seria tão longa e complicada.
Quando a aquisição da rede de roupas básicas Hering pela gigante do varejo de moda foi anunciada, em abril de 2021, os analistas avaliaram que a compra reforçava o portfólio do Soma.
O grupo disputou palmo a palmo a Hering com a Arezzo, em um negócio que movimentou aproximadamente R$ 5,1 bilhões, envolvendo pagamento em dinheiro e em ações.
Hoje, porém, o diagnóstico é que a Hering possui dificuldades para abastecer as lojas, além de problemas de definição de preço.
Do outro lado, o Soma, dono da Farm e da Animale, não possui experiência com produtos de maior volume e baixo custo, o que explicaria a demora em fazer o negócio virar a chave.
O Citi concedeu o “benefício da dúvida” para o conglomerado de moda sobre a capacidade do Grupo Soma em atingir as próprias metas de crescimento.
Leia Também
Oi (OIBR3) consegue desbloqueio de R$ 517 milhões após decisão judicial
Em um relatório recente, os analistas da casa destacaram que o ponto mais difícil seria justamente a virada operacional da Hering, que representa cerca de 40% das vendas do Soma.
"A dúvida é natural e inerente ao momento. Se olharmos os últimos cinco anos de Hering, antes da pandemia, o mercado se tornou cético porque a empresa passou por um processo de estagnação de crescimento. Foram sequências de trimestres após trimestres nos quais não se via crescimento consistente. A palavra-chave agora é consistência", disse Gabriel Lobo, diretor financeiro do Soma.
As metas do Grupo Soma
Em julho do ano passado, o presidente do Grupo Soma, Roberto Jatahy, afirmou em entrevista ao programa Olhar de Líder, do Estadão, sobre os planos para a integração da Hering.
“Há uma transformação muito clara em nossa cabeça no modelo de negócios da Hering. Ela será completamente repaginada em 30 a 36 meses”, disse Jatahy.
Dentro do conglomerado, quem lidera a estratégia de transformação da marca é Thiago Hering, membro da família fundadora. O executivo considera que a evolução do plano, que deve durar até 2026, é positiva.
Grupo Soma e as duas fases para a Hering
O planejamento foi dividido em duas partes. A primeira etapa é focada na eficiência operacional, enquanto a segunda fase do plano é voltada para a marca.
A expectativa é de que a primeira fase esteja mais adiantada no próximo ano, com o Grupo Soma agregando tecnologia, inteligência artificial e algoritmos à rede da Hering.
Ao fim de 2021, a marca de roupas básicas não era capaz de entregar cerca de 27% do que vendia para multimarcas e franquias. Para o final deste ano, porém, a previsão é de que o índice caia para 13%, levemente acima da meta do setor, de 10%.
Já em relação à média de atrasos para entregas na rede própria e no e-commerce, o prazo no ano passado era de 27 dias. Hoje, a demora passou para 20 dias.
Para atingir esses índices, Thiago Hering explicou que a melhor gestão de sortimento, com concentração de receita em um menor número artigos, também ajudou a rede a estabelecer preços mais adequados às peças.
Além da parte logística, a Hering também busca aumentar a capacidade produtiva e expandir os fornecedores para além de Goiás, onde a marca estava focada anteriormente.
Com a melhoria do abastecimento e dos estoques em 2022, o índice de ruptura — que representa a falta de um produto nas lojas — tem caído.
Há um ano, o número estava em 5% nas lojas próprias e em 10% nas franquias. Já agora, as porcentagens são de 1% e 5%, respectivamente.
O que dizem os analistas?
O Citi projeta que, se o Soma conseguir acelerar o ritmo de crescimento da Hering, a criação de valor de poderá chegar a cerca de R$ 3,40, em média, por ação.
Os analistas destacam que a atribuição de "alto risco" para o papel SOMA3 se baseia no tempo limitado do Soma como empresa listada na B3, além dos problemas inerentes do setor de moda e de questões relacionadas à Hering.
Para a XP, porém, o quadro é mais otimista. Após uma visita às operações da Hering, em Blumenau (SC), os analistas afirmaram, em relatório, ter saído “ainda mais confiantes de que a empresa continuará entregando resultados melhores".
A Guide, por sua vez, enxerga um potencial de valorização maior para o Grupo Soma (SOMA3) em relação aos seus pares no setor, de 40,5% para o próximo ano. Enquanto isso, a casa de análise que as concorrentes Lojas Renner (LREN3) e Arezzo podem subir 31,4% e 10,2% em 2023, respectivamente.
Entretanto, a Renner (LREN3) continua como a ação de varejo de moda preferida da casa. “Reforçamos nossa preferência por Lojas Renner por um risco de execução menor, já que os ganhos de eficiência da Hering ainda não foram completamente capturados”, escreveu a Guide, em relatório.
*Com informações de Estadão Conteúdo
O “bom problema” de R$ 40 bilhões da Axia Energia (AXIA3) — e como isso pode chegar ao bolso dos acionistas
A Axia Energia quer usar parte de seus R$ 39,9 bilhões em reservas e se preparar para a nova tributação de dividendos; entenda
Petrobras (PETR3) cai na bolsa depois de divulgar novo plano para o futuro; o que abalou os investidores?
Novo plano da Petrobras reduz capex para US$ 109 bi, eleva previsão de produção e projeta dividendos de até US$ 50 bi — mas ações caem com frustração do mercado sobre cortes no curto prazo
Stranger Things vira máquina de consumo: o que o recorde de parcerias da Netflix no Brasil revela sobre marcas e comportamento do consumidor
Stranger Things da Netflix parece um evento global que revela como marcas disputam a atenção do consumidor; entenda
Ordinários sim, extraordinários não: Petrobras (PETR4) prevê dividendos de até US$ 50 bilhões e investimento de US$ 109 bilhões em 5 anos
A estatal destinou US$ 78 bilhões para Exploração e Produção (E&P), valor US$ 1 bilhão superior ao do plano vigente (2025-2029); o segmento é considerado crucial para a petroleira
Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) pagarão dividendos e JCP bilionários aos acionistas; confira prazos e quem pode receber
O banco pagará um total de R$ 23,4 bilhões em proventos aos acionistas; enquanto a mineradora distribui R$ 3,58 por ação
Embraer (EMBJ3) pede truco: brasileira diz que pode rever investimentos nos EUA se Trump não zerar tarifas
A companhia havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro
A Rede D’Or (RDOR3) pode mais: Itaú BBA projeta potencial de valorização de mais de 20% para as ações
O preço-alvo passou de R$ 51 para R$ 58 ao final de 2026; saiba o que o banco vê no caminho da empresa do setor de saúde
Para virar a página e deixar escândalos para trás, Reag Investimentos muda de nome e de ticker na B3
A reestruturação busca afastar a imagem da marca, que é considerada uma das maiores gestoras do país, das polêmicas recentes e dos holofotes do mercado
BRB ganha novo presidente: Banco Central aprova Nelson Souza para o cargo; ações chegam a subir mais de 7%
O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça Federal em meio a investigações da Operação Compliance Zero
Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento e é rebaixada para Ba1 pela Moody’s — e mais cortes podem vir por aí
A agência de classificação de risco avaliou que o atual nível da dívida da Raízen impõe restrições significativas ao negócio e compromete a geração de caixa
Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual
Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle
Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas
Apesar da forte queda das ações – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos
Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho; entenda
O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia
Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte
Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador
Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor
Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos
Uma pechincha na bolsa? Bradesco BBI reitera compra de small cap e calcula ganho de 167%
O banco reiterou recomendação de compra para a companhia, que atua no segmento de logística, e definiu preço-alvo de R$ 15,00
Embraer (EMBJ3) recebe R$ 1 bilhão do BNDES para aumentar exportações de jatos comerciais
Financiamento fortalece a expansão da fabricante, que prevê aumento nas entregas e vive fase de demanda recorde
Raízen (RAIZ4): membros do conselho renunciam no meio do mandato; vagas serão ocupadas por indicados de Shell e Cosan
Um dos membros já havia deixado cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan
A hora da Localiza (RENT3) chegou? O que levou mais esse banco a retomar o otimismo com as ações
Depois de o Itaú BBA ter melhorado projeções para a locadora de veículos, agora é a vez de o BTG Pactual reavaliar o desempenho da companhia
Executivos da empresa que Master usou para captar R$ 12,2 bilhões do BRB também foram sócios em fintech suspensa do Pix após ataque hacker, diz PF
Nenhum dos dois executivos da Tirreno, empresa de fachada usada pelo Master, estavam na Nuoro quanto esta foi suspeita de receber dinheiro desviado de golpe bilionário do Pix