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Salcedo trabalhou no Ministério da Infraestrutura na gestão de Tarcísio e fez carreira no BNDES, onde chegou a ser alvo de uma operação do MPF por suspeita de gestão fraudulenta
A Sabesp (SBSP3) anunciou nesta sexta-feira (30) que o governo eleito do Estado de São Paulo pediu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) libere André Salcedo para assumir a presidência da estatal de saneamento.
A indicação já havia sido sinalizada pelo governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) no começo de dezembro, desagradou investidores e provocou queda dos papéis da Sabesp na bolsa.
Salcedo foi diretor de Fomento do Ministério da Infraestrutura na gestão de Tarcísio. Antes disso, chegou a ser alvo de uma operação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal por suspeita de gestão fraudulenta quando era chefe do Departamento de Investimento da BNDESPAR.
O comunicado publicado pela Sabesp ressalta que uma futura nomeação e posse de Salcedo depende de análise dos requisitos legais para o cargo e também de aprovações societárias. Hoje a estatal é presidida por Benedito Pinto Ferreira Braga Júnior.
Apesar do comunicado da Sabesp ter saído nesta sexta-feira (30), o BNDES já havia autorizado a liberação de Salcedo na segunda-feira (26). O fato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (28). Confira aqui.
Salcedo é formado em engenharia elétrica e de produção e passou a maior parte de sua carreira profissional no BNDES.
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Em 2017, ele sofreu condução coercitiva junto de outros técnicos no âmbito da Operação Bullish, que investigava as operações do BNDES com o frigorífico JBS.
A denúncia, no entanto, só foi apresentada pelo MPF em março de 2019, quando Salcedo já estava trabalhando no Ministério da Infraestrutura comandado por Tarcísio. Na denúncia, o MPF alegava que o BNDES teria tido R$ 1,8 bilhão de prejuízo nas operações com a JBS.
Dois meses depois da denúncia, a Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou a peça, alegando que faltavam indícios contra os técnicos e que eles teriam sido usados pelos réus, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho.
Em agosto de 2020, Salcedo assumiu o cargo de diretor executivo de Transformação da Iguá Saneamento, função que ocupou até junho de 2021.
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