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Iniciada em junho, as empresas participantes já cogitam tornar a jornada menor definitiva; o teste-piloto vai até dezembro
Os testes da semana de quatro dias úteis no Reino Unido nem terminaram, mas a jornada menor de trabalho está mais próxima de se tornar definitiva para grande parte dos profissionais britânicos.
Isso porque dados preliminares mostram que, até o momento, a produtividade foi mantida ou melhorada na maioria das empresas adeptas ao “teste” do novo modelo de trabalho. Contudo, as companhias mais tradicionais — também mais resistentes à jornada menor — afirmam que a mudança é “complicada”.
O teste-piloto, iniciado no Reino Unido em junho, conta com mais de 3 mil colaboradores de 73 empresas, envolvendo setores que vão de tecnologia até restaurantes — e durará até dezembro. Os profissionais trabalham um dia a menos por semana, sem alterações na remuneração.
O programa está sendo conduzido pelas universidades de Oxford e Cambridge, em parceria com a Boston College nos EUA, além da contribuição das organizações sem fins lucrativos 4 Day Week Global Autonomy e 4 Day Week UK Campaign.
A ideia é medir os novos padrões de jornada de trabalho acompanhando os níveis de produtividade, igualdade de gênero, meio ambiente e bem-estar do colaborador com um dia de trabalho a menos na semana.
As empresas que entraram no teste da semana de quatro dias úteis já têm planos de manter a jornada menor.
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Quarenta e uma das 71 companhias participantes responderam a uma pesquisa preliminar sobre a mudança na rotina corporativa a partir de junho. Para 86% dos entrevistados, a política de jornada menor deve permanecer, ou seja, ficar como modelo definitivo após o período de teste.
A maioria das empresas também afirmaram que a semana menor tem funcionado bem. Além disso, 95% das companhias disseram que a produtividade não mudou ou melhorou com a jornada de apenas quatro dias de trabalho.
Por fim, a 4 Day Week, organizadora do teste no Reino Unido, apontou também outros ganhos, além do “dia livre”.
Segundo a instituição, os funcionários se beneficiaram com menos custos com deslocamento e supervisão dos filhos (babás ou creche) — o que representa uma economia de cerca de 269,36 libras (R$ 1.585 no câmbio atual) por mês.
No Brasil, a iniciativa começou a ganhar adeptos principalmente a partir da reabertura da economia, depois do período de isolamento em razão da pandemia de covid-19.
A redução da jornada de trabalho chegou acompanhada de outros benefícios, como a flexibilidade e a adoção do sistema remoto — e os colaboradores “premiados” com a redução da carga horária semanal não querem voltar a trabalhar cinco dias por semana.
Mas, por aqui, os testes-piloto estão sendo realizados de forma independente por algumas empresas, como a Gerencianet e a NovaHaus — ao contrário do que está acontecendo no Reino Unido.
*Com informações de BBC
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