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A operadora da bolsa brasileira estabelece regras para inibir a negociação de ações abaixo de R$ 1 e pediu explicações à operadora
Em meio ao turbilhão de notícias sobre os próximos passos para a venda da unidade móvel da Oi (OIBR3), um fato sobre as ações da empresa pode ter passado despercebido pelos investidores.
Nos dias que antecederam a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o negócio com a Claro, a TIM e a Vivo, os papéis ordinários (OIBR3) da empresa voltaram a valer menos de R$ 1.
Atualmente, a queda foi revertida e os ativos acumulam alta de 41,33% neste ano, encerrando o pregão desta quinta-feira (3) cotados em R$ 1,06. Mas o breve período como penny stocks, como são chamadas as ações negociadas abaixo desse patamar, não passou despercebido pela B3.
A operadora da bolsa brasileira estabelece regras para inibir a negociação de ações abaixo de R$ 1 - cuja característica, além do preço baixo, é uma volatilidade ainda maior do que o restante dos ativos do mercado acionário - enviou um ofício à Oi.
A notificação pede que a companhia divulgue os procedimentos e cronograma que serão adotados para enquadrar a cotação de suas ações. Além disso, estabelece um limite para o adequamento de preço: até meados de julho ou a primeira assembleia geral após o recebimento do ofício.
Apesar das ações já estarem acima do nível de penny stocks, não há como prever como será o comportamento dos papéis ao longo dos próximos meses, durante a recuperação judicial e etapas finais para autorização da venda da Oi Móvel.
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Sendo assim, a Oi revelou, em resposta enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que uma de suas alternativas é propor na próxima assembleia, em abril, o grupamento de ações.
O procedimento, também conhecido como inplit, condensa o capital de empresas em um número menor de ações. Dessa forma, aumenta-se o valor patrimonial dos papéis.
Mas, por enquanto, essa opção está no final da lista da empresa. Ainda segundo o comunicado, a Oi encontra-se “em fase final de implementação de algumas etapas fundamentais do seu plano estratégico de transformação”.
Vale lembrar que o não cumprimento das regras da B3 quanto ao patamar mínimo de preços pode trazer consequências diversas às companhias. A história pode terminar apenas em multa, mas também há possibilidade de suspensão das negociações em bolsa.
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