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PATINANDO NO CRÉDITO

Nubank (NUBR33), Inter (INBR31) ou Banco Pan (BPAN4): qual a melhor ação de uma fintech brasileira?

Com Nubank superexposto às linhas de crédito sem garantias, Inter e Banco Pan acabam saindo na frente na preferência dos analistas

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23 de novembro de 2022
12:53 - atualizado às 15:13
Fintech
Imagem: Shutterstock

Seja fintech ou bancão, a temporada de balanços do terceiro trimestre mostrou que o mercado de crédito não está para peixe — houve um claro e expressivo aumento da inadimplência, penalizando principalmente aqueles que possuem forte oferta de produtos para pessoas físicas. 

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Não por acaso, as fintechs brasileiras, que cresceram de olho no mercado de cartão de crédito e empréstimos pessoais, sofreram, e os analistas revisitaram as projeções para o Nubank (NUBR33), Inter (INBR31) e Banco Pan (BPAN4). 

Em relatório da Empiricus, a analista Larissa Quaresma aponta que, apesar de as três companhias terem sido machucadas, o Nubank foi o mais afetado pela piora do cenário para a concessão de crédito. 

Dos três bancos digitais analisados, o Nu é o único que tem o seu portfólio 100% composto por oferta à pessoa física sem garantias. Apesar de essa modalidade oferecer uma maior margem financeira, carteiras mais diversificadas como as do Inter e do Pan, que também contam com uma maior parcela de consignados, acabam tendo mais valor em um ambiente de estresse como o atual. 

Ainda que o Nubank tenha entregado o primeiro lucro líquido positivo da sua história, a analista ressalta que tem uma visão cética sobre o número. 

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“[o número] Foi ajudado por premissas agressivas na contabilização da inadimplência. Já o Inter, apesar de ter controlado bem os calotes, entregou um prejuízo na linha final, em função de despesas administrativas maiores. O Banco Pan, que também segurou bem a inadimplência (dado o cenário), entregou um retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos – embora menor que o do trimestre anterior.”

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Larissa Quaresma, analista da Empiricus.

No que diz respeito ao crescimento da carteira de crédito, as três companhias pisaram no freio — com o Nubank reagindo de forma mais conservadora na concessão de novos produtos. 

Quando o assunto é margem financeira, o Nubank apresentou um crescimento anual de 170% no ano, bem acima das suas principais concorrentes. Mas, para a Empiricus, o resultado não está atrelado ao desempenho do seu negócio principal e sim de uma receita maior gerada pela tesouraria. Seus principais adversários, por outro lado, Inter e Pan, foram impactados pelo aumento do custo de captação de novos clientes e da reprecificação do consignado, respectivamente.

Afinal, qual a ação favorita?

Para os analistas da Empiricus, a carteira de crédito mais arrojada e o cenário de inadimplência crescente não formam uma boa combinação para as projeções de rentabilidade futura do Nubank — que já se encontra em patamares elevados, de acordo com a casa. Por isso, a recomendação é de venda. 

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No caso do Inter, a expansão internacional recente em busca de novos mercados ainda é incerta e traz dúvidas, o que leva a uma preferência pelas ações do Banco Pan. De acordo com a analista, a segurança vem do fato de que o banco digital tem 88% da sua carteira de crédito assegurada por algum tipo de garantia e tem uma operação rentável que dá conforto para a tese.

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