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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

O MEDO DA RECESSÃO

Meta em crise: Mark Zuckerberg quer contratar menos funcionários e demitir mais gente a partir de agora

A dona do Facebook espera um segundo semestre de vacas magras e enfrentará um severo corte de gastos; por isso, a companhia prioriza equipes mais enxutas e agressivas

Camille Lima
Camille Lima
1 de julho de 2022
13:53 - atualizado às 7:33
mark zuckerberg
Imagem: Shutterstock/Montagem Felipe Alves

A crise econômica global não assusta apenas os investidores ao redor do mundo inteiro, mas também o bilionário Mark Zuckerberg. O CEO da Meta, dona do Facebook, afirmou que “esta pode ser uma das piores crises da história recente" e já começou a mudar suas previsões para o ano.

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Ao que tudo indica, a companhia terá que enfrentar um severo corte de gastos — a começar pela meta de contratações, conforme apuração da Reuters.

Ao contrário do que Zuckerberg projetava antes, a empresa de mídia social deve contratar apenas entre 6 mil e 7 mil engenheiros em 2022, uma queda de 30% em relação aos planos anteriores.

O corte nas contratações não veio só agora, inclusive. A Meta confirmou que desacelerou o ritmo de admissões já no mês passado.

Os cortes na Meta de Mark Zuckerberg

Além de menos contratações, a Meta também quer demitir ainda mais funcionários e vai intensificar a gestão de desempenho para eliminar empregados “incapazes de cumprir metas mais agressivas”.

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"Realisticamente, provavelmente há um monte de pessoas na empresa que não deveriam nem estar aqui", disse Mark Zuckerberg.

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A estratégia do CEO é justamente instaurar metas agressivas para que os funcionários façam uma espécie de autoseleção. “Vocês podem decidir que este lugar não é para você”.

Com os cortes, a Meta espera "operar equipes mais enxutas, agressivas e com melhor execução", segundo o diretor de produtos da companhia, Chris Cox.

Um segundo trimestre mais enxuto

Segundo a agência Reuters, a dona do Facebook espera um segundo semestre de vacas magras devido às pressões macroeconômicas causadas pelo temor da recessão nos Estados Unidos.

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"Estamos em tempos sérios aqui e os ventos contrários são ferozes. Precisamos operar perfeitamente em meio a um ambiente de crescimento mais lento, onde as equipes não devem esperar grandes influxos de novos engenheiros e orçamentos", disse Chris Cox em memorando interno.

A questão da privacidade de dados, que resultou na desaceleração das vendas dos negócios de anúncios da Meta, também pode influenciar os números de abril e junho.

O aumento da popularidade do Reels, o produto da Meta de vídeos curtos que compete com o rival TikTok, pode ser uma ajuda importante para impulsionar os resultados do trimestre, segundo Cox.

O executivo destaca a necessidade de impulsionar os anúncios no reels "o mais rápido possível". Para Mark Zuckerberg, a receita em anúncios deve crescer gradualmente à medida que os anunciantes se sintam mais confortáveis com o formato de vídeo.

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*Com informações de Reuters

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