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Negócio bilionário entre as gigantes rivais daria origem à maior administradora de shoppings da América Latina
Já dizia a cantora Marília Mendonça: “Quem eu quero, não me quer”. Rejeição não é algo fácil de lidar. Mas isso não é problema para a Aliansce Sonae (ALSO3).
Como todo bom brasileiro, a administradora de shoppings não desiste fácil e decidiu insistir na proposta feita para a brMalls (BRML3).
A Aliansce Sonae disse hoje que “permanece determinada em demonstrar o mérito da combinação de negócios ao Conselho de Administração e aos acionistas da brMalls, certa de que tal operação é uma oportunidade única de geração de valor para os acionistas de ambas as companhias”.
No início do ano, a Aliansce propôs um casamento entre as duas gigantes do setor, uma “fusão de iguais”. Desse modo, cada empresa iria deter 50% da nova companhia originada pela fusão.
Entretanto, na última sexta-feira, quando vieram à tona os detalhes da proposta, a brMalls não demorou a recusá-la. Isso porque a rival considerou o montante menor que o valor econômico justo da empresa e de seu portfólio de ativos.
Se fosse fechado, o acordo criaria a maior administradora de shopping centers da América Latina, com quase 70 centros de compras e lojistas que faturam R$ 38,5 milhões por ano.
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A operação renderia aos acionistas da brMalls o pagamento de R$ 1,35 bilhão em dinheiro, equivalente a 20% do atual valor de mercado da companhia.
Na prática, os acionistas receberiam cerca de R$ 1,62 por ação BRML3 em sua carteira caso o acordo fosse fechado.
Já a fatia restante, de 80%, seria paga em ações, sendo 0,31769690 papéis ordinários de emissão da Aliansce Sonae (ALSO3) por ação da brMalls.
As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle
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