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Venda das ações da XP e a melhora do resultado das empresas investidas garantiram lucro de R$ 3,6 bilhões para a holding que controla o Itaú Unibanco; veja os números
A venda das ações da XP e a melhora do resultado das empresas investidas garantiram um avanço significativo no resultado da Itaúsa (ITSA4). A holding que controla o Itaú Unibanco e empresas como a Alpargatas registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre deste ano.
O resultado representa um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2021. Além do banco, que anunciou um lucro de mais de R$ 8 bilhões na noite de ontem, a Itaúsa se beneficiou dos ganhos da empresa de gasodutos NTS no trimestre.
Por outro lado, a queda no resultado da fabricante da calçados Alpargatas e da empresa de materiais de construção Dexco pesaram contra o resultado do período
Desta forma, a holding entregou uma rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE, na sigla em inglês) de 20,6%, alta de 5,3 pontos percentuais na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
A participação no Itaú segue como a grande fonte de resultados da Itaúsa. Mas a holding vem procurando diversificar os investimentos nos últimos anos.
Neste trimestre, a Itaúsa concluiu a compra de uma participação de 10,33% na concessionária de rodovias e ativos de infraestrutura CCR. O investimento total foi de R$ 2,9 bilhões.
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Ao mesmo tempo, a holding segue se desfazendo da participação na XP. Incluindo a venda desta semana, a Itaúsa já embolsou R$ 4,6 bilhões, mas ainda mantém 6,39% do capital da corretora.
Junto com o balanço, a Itaúsa anunciou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 500 milhões — ou R$ 425 milhões líquidos de imposto de renda.
O valor representa R$ 0,05154 por ação (ou R$ 0,043809 líquido de IR). Para ter direito a receber os proventos, é preciso ter ações da Itaúsa (ITSA3 ou ITSA4) no próximo dia 18 de novembro. Mas o dinheiro só cai na conta dos acionistas até 29 de dezembro de 2023.
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Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
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