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O ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo pediu vistas do processo e adiou a privatização em mais 20 dias
Apesar de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter inviabilizado os planos iniciais do governo de realizar a privatização da Eletrobras (ELET3) já no próximo mês, o comando da empresa avalia que ainda seria possível realizar a operação neste ano. No entanto, na nova "janela", as datas se estendem até agosto.
Até então, o governo trabalhava com o cronograma de realizar a desestatização até 13 de maio, mas a discussão no órgão fiscalizador só deve ser retomada no dia 11, devido a pedido de vista apresentado pelo ministro do TCU Vital do Rêgo.
Na mesma noite de quarta-feira (20), empresa confirmou a ciência da solicitação do ministro, que adiou por 20 dias o julgamento da segunda etapa do processo de desestatização da companhia pelo órgão.
Assim como o Vital do Rego, um grande banco estrangeiro — que fala sob condição de anonimato — concorda que a concluir a operação em maio é possível. Entretanto, a forte demanda pelas ações da estatal e levando em conta a o fluxo de recursos para o setor de energia fazem com que a venda da empresa entre julho ou agosto também seja viável.
Com a decisão do TCU, o governo não poderá mais usar o balanço do quarto trimestre de 2021 na modelagem da operação e terá de basear a operação nos dados do primeiro trimestre deste ano — previsto para ser divulgado em 16 de maio.
No governo, técnicos criticaram a decisão do TCU e dizem, nos bastidores, temer que o órgão apareça com o que chamaram de "novidades" quando o processo voltar à pauta, o que inviabilizaria o processo.
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Dessa maneira, membros do ministério da Economia e outros representantes do Planalto mantém no radar a possibilidade de o Tribunal determinar revisões de pontos que façam o processo ser reiniciado. Do contrário, há a esperança de concluir o processo em junho.
Conforme mostrou o Estadão/Broadcast, a avaliação tanto no governo como em parte do mercado é de que deixar a privatização para agosto poderia trazer uma série de obstáculos, já que a proximidade das eleições traz mais restrições para fundos interessados em investir no País, além de coincidir com o período de férias de países do hemisfério Norte.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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