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Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
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Facebook (FBOK34), Netflix (NFLX34), Airbnb (AIRB34) e Apple (AAPL34): a enorme lista de empresas que cortaram laços com a Rússia e deixaram Putin na mão

Além do efeito das sanções, que torna praticamente impossível a realização de negócios no país, essas companhias estão preocupadas com a imagem em meio à guerra

Carolina Gama
4 de março de 2022
14:02 - atualizado às 17:20
Apple
Imagem: Shutterstock

Facebook (FBOK34), Apple (AAPL34), Airbnb (AIRB34), Nike (NIKE34), Disney (DISB34), Boeing (BOEI34), Exxon Mobil (EXXO34). A lista de empresas de vários setores que estão cortando os laços com o governo de Vladimir Putin não para de crescer desde a invasão da Rússia à Ucrânia.

A suspensão de atividades e fechamento de lojas dessas companhias aumenta ainda mais a dor econômica do país, que começa a sentir os efeitos de uma série de sanções severas e abrangentes impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. 

Além de mirar setores como defesa e óleo e gás — as joias da coroa russa —, restrições foram também impostas aos bilionários ligados a Putin e ao acesso do país às suas reservas cambiais no exterior. 

Muitos bancos russos também foram excluídos do Swift, uma rede global que as empresas financeiras usam para realizar transações.

Como resultado, o valor do rublo despencou, a Rússia foi forçada a aumentar acentuadamente as taxas de juros e o país manteve seu mercado de ações fechado para evitar mais problemas econômicos e financeiros.

Confira os principais anúncios de ruptura das empresas com o governo de Putin nos últimos dias, por setor. 

Big Techs

A Meta, controladora do Facebook, disse na segunda-feira (28) que bloquearia o acesso aos meios de comunicação russos RT e Sputnik em toda a União Europeia (UE). 

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No mesmo dia, a Netflix disse que estava se recusando a transmitir canais de TV estatais russos – algo que o streamer seria obrigado a fazer pela lei do país a partir desta semana. 

Além disso, a gigante do streaming também pausou todos os futuros projetos e aquisições na Rússia, incluindo a série Zato que estava sendo gravada no idioma local. 

No dia seguinte, a Apple parou de vender seus produtos na Rússia e também passou a limitar o acesso a serviços digitais como o Apple Pay e restringiu a disponibilidade de aplicativos de mídia estatal russos fora do país.

O Twitter também anunciou planos para "reduzir a visibilidade e a amplificação" do conteúdo da mídia estatal russa. 

Entretenimento 

Os estúdios de entretenimento  como a Disney e a WarnerMedia - controladora da CNN - pararam de lançar filmes no país.

A Disney foi a primeira da fila a anunciar a suspensão dos novos filmes nos cinemas russos. A empresa decidiu adiar a estreia de “Turning Red” (em português, Red: Crescer é uma Fera).

No caso da WarnerMedia, a suspensão atingiu diretamente a estreia do filme “O Batman”, que aconteceria hoje. 

Hospedagem na Rússia

Agora está mais difícil se hospedar na Rússia. A plataforma de compartilhamento de casas Airbnb suspendeu todas as operações no país e em Belarus.

Brian Chesky, CEO e cofundador da empresa, anunciou a mudança no Twitter na quinta-feira (03), enquanto as empresas continuam boicotando a Rússia após a invasão da Ucrânia.

Na segunda-feira, o Airbnb disse ofereceria alojamento temporário e gratuito para até 100 mil refugiados da Ucrânia. A empresa financiará essas estadias com a ajuda de anfitriões do Airbnb e doações para o Fundo de Refugiados Airbnb.org.

Petróleo e gás

A Exxon anunciou na terça-feira que deixaria seu último projeto russo, enquanto outros players globais de energia, incluindo BP e Shell, também se distanciaram. 

A Equinor, maior empresa de energia da Noruega, anunciou na segunda-feira que começaria a se retirar de suas joint ventures na Rússia, avaliadas em cerca de US$ 1,2 bilhão.

Setor financeiro

A Mastercard anunciou na segunda-feira que "bloqueou várias instituições financeiras" de sua rede como resultado de sanções e "continuará a trabalhar com reguladores nos próximos dias".

No dia seguinte foi a vez da Visa, que informou que estava adotando medidas para cumprir as determinações à medida que a guerra avançava. 

Aviação

Os fabricantes de aviões Boeing e Airbus pararam de fornecer peças e suporte de serviço para operadoras russas. A Boeing suspendeu as principais operações em Moscou e fechou temporariamente seu escritório em Kiev.

As companhias aéreas russas têm 62 aviões encomendados com os dois fabricantes, de acordo com a Reuters.

Automotivo

A Ford anunciou na terça-feira que estava suspendendo suas operações na Rússia. A montadora americana tem participação de 50% na Ford Sollers, joint venture que emprega pelo menos 4 mil pessoas e é compartilhada com a russa Sollers.

Já a General Motors disse na sexta-feira que estava interrompendo todas as exportações para o país "até novo aviso".  

A Volvo Cars e a Harley-Davidson também foram pelo mesmo caminho, enquanto Renault e Toyota anunciaram paralisações específicas de suas unidades. 

Confira a lista com outras empresas que também anunciaram a suspensão de atividades na Rússia após a invasão da Ucrânia:

  • Dell
  • UPS
  • FedEx 
  • Maersk
  • H&M
  • Ikea
  • Nike

O efeito das sanções contra a Rússia

O impacto das sanções tornou praticamente impossível para as empresas fazer negócios naquela que é a 12ª maior economia do mundo e também um grande exportador de suprimentos de energia.

Além disso, muitas empresas se preocupam com o impacto em sua imagem corporativa globalmente caso continuem a fazer negócios na Rússia.

A reação do governo da Rússia

A Rússia não está assistindo a saída das empresas do país sem fazer nada. Na tentativa de  impedir esse êxodo, o governo russo anunciou novos controles de capital nesta semana. 

Na terça-feira (01), o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, disse que as empresas ocidentais estavam tomando decisões por causa de "pressão política" e seriam impedidas de vender ativos russos até que isso desapareça.

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