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Boeing recomenda interrupção de voos com 777 após explosão de motor

Incidente ocorre menos de quatro meses após autoridades americanas liberarem retomada das operações do 737 Max

22 de fevereiro de 2021
15:50 - atualizado às 15:51
Boeing 737-800
Boeing 737-800 - Imagem: Shutterstock

Quando parece que a Boeing resolveu seus problemas, um novo aparece logo na esquina (ou nos céus). Dessa vez envolve as aeronaves 777, modelo que acomoda de 301 a 368 passageiros numa configuração de três classes, com alcance de até 17,4 mil quilômetros.

No sábado (20), a turbina de uma aeronave do tipo 777 – que partiu do Aeroporto Internacional de Denver, no estado americano do Colorado, em direção a Honolulu, no Havaí, com 241 pessoas a bordo – explodiu logo em seguida a decolagem.

Apesar do incidente, com o avião soltando destroços no ar, ninguém ficou ferido no avião ou no solo.

Por conta da situação, a Boeing soltou comunicado no domingo (21) recomendando que as operações com aeronaves 777 que utilizam motores do modelo Pratt & Whtiney 4000-112 sejam suspensas até que as investigações das autoridades aéreas americanas sejam concluídas.

No comunicado, a empresa informa que existem 69 unidades em operação em todo o mundo. De acordo com dados levantados pela rede de televisão americana CNN, as únicas empresas aéreas que possuem esses aviões em suas frotas estão nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

Assim como a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), as autoridades japonesas também ordenaram a suspensão dos voos com a aeronave.

De novo, não

O acidente com o Boeing 777 ocorre menos de quatro meses após a FAA liberar a retomada dos voos com aeronaves 737 Max.

As autoridades de todo mundo ordenaram a paralisação de voos com o modelo depois que a queda de duas unidades, entre 2018 e 2019, primeiro na Indonésia e depois na Etiópia, matarem 346 pessoas.

Os acidentes forçaram a Boeing a realizar uma revisão completa do projeto da aeronave. Uma investigação do Congresso americano concluiu que as quedas do 737 Max foram resultado de falhas da Boeing e falta de supervisão da FAA.

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