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Aquisição da Activision Blizzard pela empresa fundada por Bill Gates é a maior da história do setor de games
A série de jogos “Call of Duty” figura há anos nas listas de games mais vendidos da história. Não é à toa. Disponível em diversas plataformas, a franquia é um dos jogos de tiro em primeira pessoa mais antigos e populares do mundo. Cada lançamento da linha “Call of Duty” atinge sem dificuldade a casa das dezenas de milhões de unidades comercializadas.
Agora, em um lance que a posiciona como a terceira maior empresa de games do mundo em termos de receita, a Microsoft anunciou a aquisição da Activision Blizzard (ATVI) por US$ 68,7 bilhões.
A quantia equivale a R$ 380 bilhões na cotação de hoje. Trata-se da maior transação da história do setor de games.
A Activision Blizzard é fabricante do “Call of Duty”. Outro grande sucesso da desenvolvedora é a saga “Candy Crush”. A Microsoft (MSFT) ofereceu US$ 95 por ATVI. O valor contempla um prêmio de 45% em relação ao fechamento das ações da Activision na sexta-feira.
“Os jogos são a categoria mais dinâmica e emocionante em entretenimento em todas as plataformas hoje e desempenharão um papel fundamental no desenvolvimento de plataformas para o metaverso”, disse o CEO da Microsoft, Satya Nadella, em comunicado.
Fabricante do Xbox, a Microsoft tem feito investimentos multibilionários em jogos nos últimos anos.
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A empresa de tecnologia fundada por Bill Gates adquiriu recentemente a Zenimax e, joia da coroa, o Mojang Studios, fabricante do “Minecraft”, de longe o jogo mais vendido de todos os tempos.
A biblioteca de jogos da Activision, como o “Call of Duty” e o “Overwatch”, proporciona à plataforma de jogos Xbox uma vantagem sobre o PlayStation, da Sony, que há anos desfruta de um fluxo mais constante de jogos exclusivos.
Em reação à notícia, as ações da Activision subiam mais de 25% e as da Microsoft caíam 1,5% hoje na Nasdaq.
A aquisição da Activision Blizzard imediatamente levantou uma dúvida entre os fãs.
“Call of Duty” seria convertido em um game exclusivo para Xbox?
Segundo o site especializado Pro Game Guides, a resposta mais provável é “não”.
Ao anunciar a aquisição, a Microsoft salientou que “os jogos da Activision Blizzard são apreciados em uma variedade de plataformas e pretendemos continuar apoiando essas comunidades no futuro”.
Seja como for, nenhum movimento no sentido de fechar o acesso ao jogo acontecerá antes de 2023, quando a transação deve ser concluída.
A oferta da Microsoft veio à tona em um momento no qual a Activision Blizzard atravessa uma crise interna, mas com reflexo em suas ações.
Os papéis da fabricante de games caíram mais de 37% desde que atingiram seu recorde no ano passado, em grande parte prejudicadas por múltiplas acusações de assédio sexual e outras más condutas internas.
Desde julho, 37 funcionários foram demitidos e 44 receberam sanções disciplinares por algum grau de envolvimento nos casos de assédio.
A aquisição também coincide com um momento de consolidação no setor de games. Empresas maiores têm comprado players menores nos últimos anos.
Na semana passada, a Take-Two Interactive, fabricante da série “Grand Theft Auto” anunciou a aquisição da Zynga, fabricante de joguinhos populares para dispositivos móveis, por US$ 11,04 bilhões.
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