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Segundo dados do Platformer, desta vez, em torno de 50 engenheiros perderam seus empregos por “motivos de desempenho” e receberam um mês de indenização
Data para celebrar todas as coisas pelas quais um indivíduo deve ser grato no ano, o Dia de Ação de Graças, comemorado em 24 de novembro, é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos. Mas se existe algo que os funcionários do Twitter não estavam ontem era gratos pela gestão do novo chefe da empresa, Elon Musk.
Dois dias foram tempo suficiente para o CEO da Tesla decidir voltar atrás de sua palavra, após ter garantido a seus empregados — também chamados de Tweeps — em reunião geral na companhia que “não havia novos cortes programados”.
Na noite de quarta-feira, véspera do feriado, o bilionário decidiu fazer uma espécie de “demissão surpresa”, e mandou embora dezenas de trabalhadores da empresa de mídia, sendo a maioria deles engenheiros que decidiram se inscrever para trabalhar na versão “extremamente hardcore” do Twitter 2.0.
Segundo dados do boletim técnico Platformer, desta vez, em torno de 50 engenheiros perderam seus empregos antes do Dia de Ação de Graças. E não agradeceram nada a Elon Musk, nem ao seu tweet pós-demissões.
De acordo com fontes informaram ao Insider, os funcionários afetados pelo corte foram informados de que estavam sendo desligados por “motivos de desempenho'' e receberam um mês de indenização.
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Bom, aparentemente, Musk parece ter considerado o modo impessoal que adotou anteriormente para deixar milhares de pessoas desempregadas “formidável” — e decidiu repetir o processo, segundo o site.
O primeiro indício aos funcionários de que foram demitidos é ter seus acessos aos sistemas da empresa, como ao e-mail ou Slack, a plataforma corporativa usada pela equipe do Twitter, subitamente bloqueados.
Para não dizer que a sinalização da demissão não foi clara, os tweeps afetados também receberam um aviso de rescisão em suas contas de e-mail pessoais. E é isso. Só um chute na porta e um adeus.
Alguns engenheiros ainda receberam um e-mail de “aviso de desempenho”, segundo informações de Alex Heath, editor do The Verge. Isto é, eles ainda não foram demitidos, mas a empresa pedia — ou mandava — “restaurarem nossa confiança e demonstrarem suas contribuições para a equipe”.
Atualmente, o Twitter encontra-se com uma força de trabalho de cerca de 75% menor do que iniciou o ano. Uma das maiores plataformas de mídia social, que contava com cerca de 7,5 mil trabalhadores ao começo de 2022, hoje possui algo abaixo de 2 mil funcionários.
A equipe reduzida é resultado de cortes em massa promovidos pelo novo Chief Twit, que mandaram embora mais de 3,7 mil pessoas, e pelas demissões de outros 2 mil funcionários que decidiram abandonar o “Twitter 2.0” proposto por Elon Musk.
Vale destacar ainda que, os times do Twitter já estavam tão reduzidos que, em um feriado que basicamente paralisa as atividades ao redor dos Estados Unidos, muitos funcionários tiveram que trabalhar no Dia de Ação de Graças.
Segundo informações do site Insider, as novas demissões na rede social podem ser resultado da nova política adotada por Elon Musk.
O bilionário agora exige que os engenheiros do Twitter e outros funcionários que trabalham com códigos ou projetos técnicos na plataforma façam atualizações semanais e reportem a ele sobre o que trabalharam, o que esperavam concluir e linhas específicas de código que eles desenvolveram.
Tais atualizações normalmente são entregues às sextas-feiras. Porém, nesta semana em específico, elas deveriam ter sido mandadas na quarta-feira por conta do feriado.
Com uma força de trabalho extremamente reduzida, agora Elon Musk também decidiu voltar a contratar — e está procurando por indicações nas áreas de engenharia e vendas, segundo uma reportagem do site The Verge.
No caso do departamento de vendas do Twitter, o time perdeu quase toda a liderança sênior desde que o bilionário assumiu o controle da empresa e promoveu uma demissão em massa na equipe.
Além das mudanças radicais na força de trabalho do Twitter, a plataforma de mídia social também está promovendo mudanças no sistema de verificação de contas.
A rede do passarinho azul deve ampliar o símbolo azul de verificado para novas autenticações de contas de empresas e governos, que passarão a contar com símbolos dourados e cinzas, respectivamente.
Os Vs azuis de “verificado” ainda continuarão existindo, porém para contas de indivíduos. Porém, os perfis também poderão receber símbolos menores e secundários caso façam parte de determinadas organizações.
Segundo um tweet de Elon Musk, todas as contas verificadas serão autenticadas manualmente antes de receberem o símbolo.
Antes de querer incluir novas cores à marca de verificação, o bilionário também mudou a forma como distribuía os símbolos. Os Vs azuis, que eram anteriormente reservados para celebridades e figuras públicas, passaram a ser oferecidos a qualquer pessoa que estivesse disposta a pagar US$ 8 por mês.
*Com informações de The Verge, The Block e Business Insider
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