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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ORDEM DA PHOENIX

Dona do aplicativo 99, a Didi ressurge na bolsa com fim da proibição na China; ações disparam mais de 50% na Nasdaq

A chinesa estava barrada desde julho de 2021 de adicionar novos usuários à plataforma, mas deve poder recolocar o aplicativo nas lojas digitais do país já na próxima semana

Camille Lima
Camille Lima
6 de junho de 2022
10:50 - atualizado às 0:51
App do Didi Chuxing
Imagem: Shutterstock

Se os dementadores – criaturas do universo de Harry Potter que sugam a energia alheia – existissem no mercado financeiro, a Didi certamente seria uma de suas vítimas. A empresa chinesa, dona do aplicativo 99, amarga perdas de 85% desde o IPO na bolsa norte-americana Nasdaq, no ano passado. 

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A queda foi provocada pelo cerco do governo chinês, que proibiu o download do aplicativo de transporte dias depois da estreia das ações da empresa. Após uma longa batalha, os reguladores do gigante asiático decidiram finalmente conjurar o patrono da Didi, que surgiu reluzente, iluminando as ações em Wall Street.

Em mais uma tentativa de estimular a economia, o governo chinês encerrou as investigações sobre a companhia e vai suspender as proibições envolvendo os aplicativos da Didi e de duas outras empresas de tecnologia, segundo o The Wall Street Journal

As companhias estavam, há quase um ano, impedidas de adicionar novos usuários às suas respectivas plataformas, mas devem poder recolocar seus aplicativos nas lojas digitais chinesas já na próxima semana.

Livres de seu dementador, os papéis da Didi dispararam quase 70% no pré-mercado. Logo após a abertura na Nasdaq, as ações saltaram 55%. Apesar da valorização de DIDI na bolsa norte-americana, os papéis ainda acumulam queda de quase 40% em 2022.

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Didi fora das lojas chinesas

Tanto o aplicativo da Didi quanto os de outras duas companhias chinesas que abriram capital nos Estados Unidos, Full Truck Alliance e Kanzhun, foram removidos das lojas online da China em julho de 2021. A decisão veio apenas dois dias após o IPO da Didi em Nova York, quando a empresa levantou mais de US$ 4 bilhões. 

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Os órgãos reguladores afirmavam que o "Uber chinês" violou as regras de coleta e uso de informações pessoais dos seus usuários e abriram uma investigação de segurança de dados contra a dona da 99.

Porém, de acordo com as fontes entrevistadas pelo WSJ, a retirada da proibição de novos usuários pela Administração do Ciberespaço da China (CAC) e a volta às lojas de apps podem acontecer já nesta semana.

A CAC informou ao The Wall Street Journal que a Didi provavelmente terá que pagar uma grande multa. A Full Truck Alliance e a Kanzhun também enfrentarão penalidades, ainda que menores que a da gigante de tecnologia.

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China e as big techs

As autoridades chinesas são famosas pelas regulamentações rigorosas em relação às empresas de tecnologia como a Didi. Desde o final de 2020, a China intensificou as pressões sobre o setor, especialmente no segmento de proteção de dados.

Mas, no fim de abril, o governo de Xi Jinping sinalizou que não só iria diminuir a pressão como também passar a oferecer estímulos financeiros para o setor. Afinal, Pequim está sofrendo as consequências econômicas de semanas de bloqueio em Xangai devido à covid-19.

A economia do país mostrou o crescimento mais lento registrado em três décadas, com a China fixando a meta de 5,5% de expansão para 2022, a menor taxa desde 1991.

*Com informações de Wall Street Journal e CNBC

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