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A multinacional brasileira fechou hoje um memorando de entendimento com fundo soberano da Arábia Saudita para criação do novo negócio no país
Buscando avançar cada vez mais em seus planos ambiciosos para 2030, a BRF (BRFS3) quer consolidar sua presença no mercado da Arábia Saudita.
Nesta manhã, a companhia fechou um memorando de entendimento com um dos maiores fundos soberanos do mundo, o Public Investment Fund (PIF).
O acordo visa criar uma joint-venture que atuará na cadeia completa de produção de frangos na Arábia Saudita. Assim, poderá vender produtos frescos, congelados e processados no país.
A joint-venture será controlada pela BRF, que vai contar com uma participação de 70% na nova empresa. Enquanto isso, a fatia restante, de 30%, será detida pelo PIF.
O novo negócio ainda vai incluir um núcleo de negócios halal — uma inspeção que confirma que o produto da empresa seguiu os preceitos do islamismo, desde criação do animal até o abate, o corte, a armazenagem e a comercialização do item.
Para isso, o memorando garante investimentos de aproximadamente US$ 350 milhões, equivalente a R$ 1,94 bilhão, com base na cotação atual do dólar.
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O negócio está alinhado aos planos estratégicos da gigante do setor alimentício para os próximos anos, chamado de Visão 2030, anunciados em 2020.
Com a estratégia de crescimento, a empresa espera atingir uma receita anual aproximada superior a R$ 100 bilhões até 2030.
Só no Brasil, sua receita líquida chegou a cerca de R$ 24 bilhões nos últimos doze meses, uma alta anual de aproximadamente 22%.
A Visão 2030 ainda inclui sua expansão no Oriente Médio, local onde a empresa possui em torno de 80% de market share com a marca Sadia.
No ano passado, o primeiro ano da estratégia, a empresa comprou a processadora de alimentos Joody Al Sharqiya Food na Arábia Saudita por US$ 8 milhões, além de mais de US$ 8 milhões em investimentos para aumentar a produção.
De acordo com a BRF, a nova joint-venture também reforça sua preocupação com a segurança alimentar na região do Golfo.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
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