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A companhia pagará aproximadamente R$ 2,42 por ação a quem estiver em sua base acionária em 30 de setembro
A BR Properties (BRPR3) divulgou nesta segunda-feira (12) mais detalhes sobre a aguardada redução de capital social que levará à distribuição de R$ 1,1 bilhão aos acionistas da empresa.
De caixa cheio após a venda de 80% de seu portfólio para a Brookfield, a companhia pagará aproximadamente R$ 2,42 por ação a quem estiver em sua base acionária em 30 de setembro. O valor considera pouco mais de 464,2 milhões de ações em circulação e não inclui as mantidas em tesouraria.
Os papéis BRPR3 passarão a ser negociadas ex-direito à restituição de capital a partir de 3 de outubro deste ano e, posteriormente, passarão por um ajuste referente ao capital devolvido aos acionistas.
Além da data de corte, a BR Properties informou quando será o pagamento: a bolada deverá cair na conta dos investidores até 14 de outubro.
A companhia também divulgou como será o tratamento fiscal da redução de capital. Vale relembrar que, ao contrário do pagamento de dividendos, essa distribuição está sujeita à tributação.
Para os residentes do Brasil, a definição sobre a cobrança de imposto de renda e a alíquota aplicada variam de acordo com cada categoria de investidor. A BR Properties destaca que o eventual recolhimento da tarifa é responsabilidade dos cotistas.
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Já para investidores que vivem fora do país haverá a retenção de IR na fonte. "As alíquotas a serem aplicadas variarão entre 15% a 25%, a depender da jurisdição e qualificação de cada investidor", explica a companhia.
Desde que recebeu dinheiro pela venda de cerca de 80% de seu portfólio para a Brookfield, a BR Properties (BRPR3) comunicou ao mercado que sua prioridade era amortizar todas as emissões de dívidas existentes. O objetivo era transformar a posição de dívida líquida em uma de caixa líquido.
Porém, a empresa já calculava que, sem novos investimentos relevantes no curto prazo, o capital social se tornaria excessivo. Na prática, o caixa da BR Properties ficou grande demais.
Considerando o cenário, o conselho de administração da BR Properties decidiu que o melhor a se fazer é restituir aos acionistas parte dessa quantia. Dessa forma, propôs uma redução de capital de R$ 1,125 bilhão sem o cancelamento de ações.
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
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