Bateu o cansaço? Moura Dubeux (MDNE3) lança mais, mas vende menos no segundo trimestre; confira a prévia operacional da construtora
A companhia afirma que parte da queda pode ser explicada pelo regime escolhido para os lançamentos do período

A Moura Dubeux (MDNE3) vinha chamando atenção do mercado nos últimos meses por conseguir driblar a inflação dos insumos e a alta dos juros dos financiamentos, duas das principais dificuldades do cenário macroeconômico do setor, e manter as margens em patamares confortáveis.
Mas a prévia operacional divulgada nesta quinta-feira (7) deixa dúvidas se a companhia, que é a maior construtora e incorporadora do Nordeste, será capaz de repetir o feito nos próximos trimestres.
O Valor Geral de Vendas (VGV) líquido dos lançamentos avançou 11,9%, ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 561,2 milhões. A alta ocorreu apesar do número menor de empreendimentos, foram quatro novos imóveis no mercado, contra sete no trimestre anterior.
As vendas contratadas, porém, recuaram 18,9%, na mesma base de comparação, e ficaram em R$ 329,5 milhões. A queda do indicador é ainda maior, de 23,1%, quando confrontado com o trimestre imediatamente anterior.
Pé no freio das vendas
A velocidade de vendas, outra métrica importante para o segmento, também foi uma surpresa negativa. Medido pelo índice de Vendas sobre Oferta (VSO) líquido, o indicador também caiu 6,1 pontos percentuais, para 20,8%, ante o 2T21.
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A Moura Dubeux destaca que parte da queda pode ser explicada pelo regime escolhido para os lançamentos do período, que é o de incorporação.
A empresa costuma apostar no modelo de condomínio, no qual os recursos para as obras vêm direto do bolso dos compradores e a velocidade de comercialização é mais rápida, segundo a própria companhia.
Resta saber como a desacelação nas vendas afetará o desempenho financeiro da empresa. A resposta para essa dúvida estará no balanço da companhia, cuja divulgação está marcada para o dia 10 do próximo mês.
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