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Em sua terceira proposta à concorrente, Aliansce Sonae afirma ter tornado a relação de troca mais favorável aos acionistas da brMalls
Dizem que um é pouco, dois é bom e três é demais. Mas a Aliansce Sonae (ALSO3) parece não estar nem aí para o que dizem e não se mostra minimamente disposta a abandonar a ideia de uma combinação de negócios com a brMalls (BRML3).
Depois de ver duas ofertas anteriores solenemente recusadas pela concorrente, a Aliansce Sonae apresentou na manhã desta terça-feira mais uma proposta não vinculante de fusão com a brMalls.
Pela nova proposta, além do pagamento de R$ 1,25 bilhão, a Aliansce oferece 326.339.911 ações, em uma relação de substituição de uma BRML3 para 0,3940 ALSO3.
Trata-se de um prêmio de 12% sobre o valor de mercado da brMalls, cuja ação chegou ao fim da sessão de ontem cotada a R$ 8,75.
Em reação, BRML3 teve o terceiro melhor desempenho do Ibovespa hoje, fechando em alta de 7,77%, a R$ 9,43. Já ALSO3 fechou em alta de 0,85%, a R$ 21,38, após começar o dia em baixa.
Esta é a terceira proposta de combinação com a brMalls apresentada pela Aliansce Sonae este ano. Nas duas ofertas anteriores, a brMalls sinalizou que a Aliansce não estava fazendo jus a seu tamanho.
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Na primeira delas, apresentada em janeiro, a Aliansce Sonae tentou vender a proposta como uma “fusão de iguais”. Não colou.
Em março, ao rejeitar a segunda proposta, a brMalls deixou claro considerar que a Aliansce estaria subavaliando não apenas o valor justo da empresa, mas também seu portfólio.
O incômodo com as propostas foi tamanho que a brMalls chegou a acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na tentativa de frear as investidas da Aliansce Sonae.
No início de março, em uma tentativa de mostrar a força de seu portfólio, a brMalls vendeu uma fatia de 30% de sua participação no Center Shopping em Uberlândia. No negócio, o empreendimento situado no Triângulo Mineiro foi avaliado em mais de R$ 1 bilhão.
Já o interesse da Aliansce é tão explícito que ela buscou se fortalecer para ver sua proposta aprovada pelos acionistas.
Na nova proposta, válida até 28 de abril, a Aliansce Sonae afirma ter buscado uma relação de troca mais favorável aos acionistas da brMalls.
Sem usar esses termos, a empresa reconhece que não se trata de uma "fusão de iguais". Agora, caso a oferta seja aceita, a brMalls ficará com 55,2% e a Aliansce Sonae deterá 44,8% do capital social da nova companhia.
No fato relevante em que formaliza a proposta, a Aliansce Sonae pede ao conselho de administração da brMalls que a oferta seja submetida a uma assembleia de acionistas.
Pouco depois, a brMalls anunciou que o conselho decidiu por unanimidade autorizar a diretoria a negociar os termos da nova proposta e levantar a documentação necessária para que ela seja levada a seus acionistas. Entretanto, a empresa salientou que a decisão "não deve ser entendida como apoio ou recomendação" em relação à oferta.
Se o negócio for adiante, Aliansce Sonae e brMalls se transformarão na maior empresa do segmento de shopping centers da América Latina, posicionando-se muito à frente de rivais como Iguatemi e Multiplan. Juntas, as duas administradoras operam 69 shopping centers.
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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