Ações do PagSeguro (PAGS34) desabam após prévia operacional do trimestre; UBS vê margens sob pressão no 4º trimestre
Apesar de o crescimento estar em linha com as estimativas do mercado, uma taxa básica de juros mais alta prejudica o PagSeguro

O PagSeguro (PAGS34) divulgou, nesta quarta-feira (02), sua prévia operacional do quarto trimestre de 2021. O documento relata que a empresa registrou R$ 456 bilhões em volume processado no ano passado. O número representa crescimento de 97% em comparação a 2020, quando foram processados R$ 231 bilhões.
Na adquirência, o volume cresceu 56%, atingindo R$ 252 bilhões. Se desconsiderarmos o montante transacionado através do auxílio emergencial, que chegou ao fim no ano passado, o crescimento anual foi de 60%.
Se olharmos só para o quarto trimestre de 2021, o PagSeguro processou R$ 147 bilhões em transações, frente R$ 83 bilhões no mesmo período de 2020, o que representa crescimento de 76%.
Sem levar em consideração o auxílio emergencial, o PagSeguro processou R$ 79 bilhões no quarto trimestre de 2021, 48% a mais do que os R$ 53 bilhões do mesmo período de 2020.
A companhia ainda não revelou quando vai divulgar seu balanço auditado.
Leia Também
Apesar disso, o mercado, que anda desconfiado das empresas do segmento de adquirência, reagiu mal aos números. Na B3, os recibos de ações (BDRs) do PagSeguro, negociados sob o código PAGS34, terminaram o dia valendo R$ 21,28, uma desvalorização de 13,14%. Já as ações negociadas na NYSE (PAGS) caíram 11,90%, a US$ 20,13.
Isso porque, segundo relatório publicado hoje pelo banco UBS, apesar de o crescimento estar em linha com suas estimativas, uma taxa básica de juros mais alta prejudica o mercado de crédito. Isso deve penalizar o PagSeguro já que torna mais custosa a gestão do fluxo de caixa da empresa, o que acaba tendo impacto na margem.
Outro problema é que o Banco Central não descartou a possibilidade de estabelecer um limite nas tarifas de intercâmbio de cartões pré-pagos, o que poderia pressionar ainda mais as margens do PagSeguro.
Com recomendação neutra, o banco suíço fixou o preço-alvo da ação da PagSeguro em US$ 30.
Como vão seus pares
Os papéis de outra empresa do segmento, a Stone (STOC31), também sofreram hoje. A companhia, que já frustrou previsões de analistas em outras ocasiões, viu seus BDRs fecharem o dia perdendo 11,11%, negociados a R$ 75,10.
Já a Cielo (CIEL3), que tem apanhado bastante do mercado, escapou do dia ruim para as adquirentes. A ação terminou o dia em alta de 1,30%, negociada a R$ 2,33 pouco antes da publicação das suas demonstrações financeiras, que vêm a público após o fechamento do mercado.
A sombra do Pix crédito
Além da deterioração do cenário econômico, outra mudança que turva a visão de futuro do segmento é a criação do Pix crédito, proposta pelo Banco Central.
Nessa modalidade os bancos vão poder oferecer crédito através da tecnologia do Pix, o que possibilita o parcelamento de compras e tira espaço dos cartões de crédito.
DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas
17 de setembro de 2026 - 18:34COMPROMISSO AMBIENTAL
Natura (NATU3) emite R$ 700 milhões em debêntures com meta ligada ao uso de plástico sustentável
17 de setembro de 2026 - 18:24TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER