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O aviso acontece em meio à possível adesão de Finlândia e Suécia à Otan e depois que o governo de Joe Biden anunciou uma ajuda extra de US$ 800 milhões em assistência militar à Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não gostou das recentes movimentações da Europa e dos EUA — que se recusam a pegar em armas para frear as tropas russas na guerra na Ucrânia, mas não poupam Moscou de provocações.
Finlândia e Suécia, dois países até então neutros com relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), passaram a considerar ingressar na aliança, levando ao agravamento das tensões relacionadas à guerra no leste europeu.
Rússia e Finlândia compartilham uma fronteira de 1,3 mil quilômetros e Moscou enxerga a inclusão da vizinha na Otan como uma ameaça à sua segurança nacional.
Depois de avisar que Finlândia e Suécia se tornarão inimigos da Rússia caso entrem para a Otan, o governo russo alertou neste domingo (17) sobre o potencial de incidentes não intencionais com as forças da aliança no Ártico.
Nikolay Korchunov, delegado da Rússia ao Conselho do Ártico, citou o que chamou de um “acúmulo militar desestabilizador” na região do bloco liderado pelos EUA.
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“A internacionalização da atividade militar da Otan nas altas latitudes não pode deixar de causar preocupação”, disse ele. “Os riscos de incidentes não intencionais estão aumentando”, acrescentou.
Na quinta-feira (14), a Rússia escalou a guerra ao afirmar que poderia estacionar forças nucleares dentro e ao redor do enclave russo de Kaliningrado se a Finlândia e a Suécia se juntarem à Otan.
Os dois países há muito reconhecem neutralidade militar, mas a opinião pública está mudando em favor da adesão à Otan. Os países sinalizaram que tomarão uma decisão nas próximas semanas.
A expansão da Otan tem sido uma preocupação central para a Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, depois que não conseguiu garantias ocidentais de que a aliança diminuiria e rejeitaria as aspirações à integração da Ucrânia.
Os EUA não escaparam da ira de Putin. O governo russo ameaçou o país com “consequências imprevisíveis” caso o governo do presidente Joe Biden continue a transferir armas para a Ucrânia.
Em uma correspondência diplomática com data de 12 de abril, mas que só se tornou pública agora, a Rússia pede que os EUA e seus aliados parem com o que chamou de “militarização irresponsável da Ucrânia, que implica em consequências imprevisíveis para a segurança regional e internacional”.
A carta veio à tona na mesma semana em que Biden anunciou ajuda extra de US$ 800 milhões em assistência militar à Ucrânia. O pacote de ajuda militar incluiu sistemas de artilharia, veículos blindados e helicópteros.
A equipe do Seu Dinheiro fala sobre a inflação salgada no Brasil e no mundo — e a aparente surpresa dos bancos centrais quanto ao comportamento dos preços. Os repórteres também falam sobre a joint-venture entre Totvs e Itaú, o renascimento do rublo e o noticiário negativo envolvendo iFood e QuintoAndar. Confira:
*Com informações da agência Tass
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