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A ampla expectativa era por um corte de juros na segunda maior economia do mundo. Afinal, o país passa por um processo de desaceleração econômica diante das medidas adotadas pelo governo para conter novos surtos de covid-19

O presente de Páscoa que os investidores esperavam da China não veio. O Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) frustrou o mercado ao anunciar a manutenção das taxas de juros no país.
A ampla expectativa era por um corte de juros na segunda maior economia do mundo. Afinal, o país passa por um processo de desaceleração da atividade diante das medidas adotadas pelo governo para conter novos surtos de covid-19.
Com os sucessivos lockdowns em grandes cidades, o crescimento do PIB da China pode ficar abaixo da meta do governo de 5,5% para este ano. Então, parte do mercado apostava em uma redução de juros como forma de estimular a economia.
Em breve comunicado, o PBoC informou que injetou no sistema financeiro 150 bilhões de yuans (cerca de US$ 23,5 bilhões) em liquidez por meio de sua linha de crédito de médio prazo.
Os recursos foram colocados a uma taxa de 2,85%, a mesma da operação anterior. O BC da China também injetou 10 bilhões de yuans por meio de acordos de recompra reversa de sete dias, com juros de 2,1%, também a mesma da última operação.
Em compensação pela frustração com a manutenção dos juros, o PBoC anunciou a redução da taxa de compulsórios bancários em 25 pontos-base no próximo dia 25. Com isso, o BC da China prevê a liberação de 530 bilhões de yuans (US$ 83,2 bilhões) em liquidez na economia.
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As bolsas asiáticas que funcionaram nesta sexta-feira reagiram mal à decisão da China de manter os juros. Os dois principais índices chineses — Shanghai e Shenzhen — fecharam em queda, assim as bolsas do Japão e Coreia do Sul.
Os mercados em Hong Kong, Austrália, Singapura, Índia e Nova Zelândia não funcionaram em razão do feriado da Sexta-Feira Santa.
*Com Estadão Conteúdo e CNBC
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