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Pequim reage a discussões sobre novas barreiras da União Europeia e sinaliza resposta firme caso restrições avancem

As tensões comerciais globais podem estar prestes a ganhar um novo capítulo. A China elevou o tom neste sábado (30) e avisou que está preparada para retaliar caso a União Europeia avance com novas restrições contra produtos chineses.
O alerta surge em um momento de crescente preocupação na UE com o avanço das exportações da segunda maior economia do mundo em setores considerados estratégicos para a indústria europeia.
Na sexta-feira, autoridades da União Europeia debateram propostas que podem ampliar o uso de tarifas, cotas e outros instrumentos de defesa comercial para limitar a entrada de produtos beneficiados por subsídios governamentais, atingindo setores como veículos elétricos, aço e painéis solares.
Em comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou esperar que a União Europeia respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), preserve o livre comércio e rejeite medidas protecionistas.
Ao mesmo tempo, deixou claro que Pequim não pretende assistir passivamente a uma eventual escalada de barreiras comerciais.
Segundo o governo chinês, caso o bloco europeu decida adotar instrumentos considerados discriminatórios ou imponha novas restrições de forma unilateral, a resposta será firme.
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O debate europeu gira em torno do que autoridades do bloco classificam como excesso de capacidade industrial da China.
Na avaliação do bloco econômico, empresas chinesas apoiadas por políticas estatais conseguem ampliar a produção em ritmo superior à demanda doméstica, direcionando o excedente para mercados internacionais a preços altamente competitivos.
O receio é que essa dinâmica pressione fabricantes locais e acelere a perda de participação de empresas europeias em setores considerados estratégicos para a transição energética e para a política industrial do continente.
Pequim, por sua vez, acusa a União Europeia de recorrer a medidas protecionistas para limitar a competitividade dos produtos chineses.
Apesar do endurecimento do discurso, a China procurou sinalizar que as negociações permanecem em curso.
Segundo o Ministério do Comércio, as duas partes continuam discutindo a criação de mecanismos permanentes de consulta sobre comércio e investimentos e deverão realizar novas rodadas de diálogo para administrar divergências.
Ainda assim, a advertência deste sábado amplia os sinais de deterioração na relação entre China e União Europeia, que nos últimos meses passou a incorporar temas cada vez mais sensíveis, desde subsídios industriais até segurança econômica e dependência tecnológica.
A declaração também ocorre poucos dias após autoridades chinesas ameaçarem abrir investigações comerciais contra a União Europeia caso o bloco avance com instrumentos voltados especificamente para monitorar e combater o excesso de capacidade industrial.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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