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Empresa vem adotando uma estratégia de diversificação para manter seus negócios em expansão, com aposta em servidores, Hardware as a Service, soluções de pagamento, urnas eletrônicas e Internet das Coisas/Casa Inteligente
O sarrafo estava lá em cima para os resultados de 2021 da Positivo (POSI3). A expectativa era de que a fabricante de computadores pessoais apresentasse nesta terça-feira (22) o melhor resultado do ano em sua história.
Como um atleta que se prepara para o salto que pode garantir não só a medalha de ouro como também a quebra de um recorde, a Positivo não decepcionou em seu desempenho anual.
A empresa registrou lucro líquido de R$ 202,8 milhões em 2021, um aumento de 3,6% em relação a 2020. Na comparação com 2019, o lucro líquido da Positivo subiu 873,2%. Já a receita líquida totalizou R$ 3,3 bilhões, uma alta de 53,5% em relação a 2020 e de 75,7% sobre 2019.
Quando olhamos para os números o quarto trimestre, o salto da Positivo não foi sem derrubar a barra: o lucro líquido entre outubro e dezembro foi de R$ 41,8 milhões, uma redução de 72,1% ante o mesmo período do ano anterior, enquanto a receita somou R$ 1,07 bilhão, alta de 21,2% na mesma base de comparação.
Nas projeções do BTG Pactual divulgadas no começo de fevereiro, a receita do quarto trimestre era estimada em R$ 1,041 bilhão, com crescimento de 17% na comparação ano a ano e de 26% versus o terceiro trimestre.
Não foi à toa que a Positivo conseguiu a medalha de ouro em 2021. A empresa vem adotando uma estratégia de diversificação para manter seus negócios em expansão.
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Servidores, Hardware as a Service (HaaS), soluções de pagamento, urnas eletrônicas, Internet das Coisas/Casa Inteligente ajudaram a empresa a dar saltos mais altos nos últimos anos.
Além de trilhar novos caminhos, a Positivo vinha sendo beneficiada pelo momento favorável do seu principal negócio: notebooks e computadores pessoais, cuja demanda aumentou nos últimos dois anos em razão dos efeitos da pandemia de covid-19 - que levou as pessoas a trabalhar e estudar mais em casa.
No quarto trimestre de 2021, no entanto, a empresa sentiu os efeitos da deterioração do cenário macroeconômico e da aceleração da inflação - que castigam especialmente o varejo brasileiro.
Por segmento, a receita bruta da Positivo com notebooks foi de R$ 2,06 bilhões em 2021, uma alta de 77,2% ante 2020, enquanto a receita com desktops foi de R$ 461,3 milhões, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior.
No trimestre, a receita bruta com notebooks foi de R$ 646,6 milhões, alta de 36,3% em base anual, enquanto com desktops foi de R$ 162,3 milhões, alta de 10,4% na mesma base de comparação.
O destaque da Positivo não fica apenas nos negócios com computadores. A empresa aparecido mais na bolsa com o aumento da liquidez de seus papéis - tanto que a ação POSI3 passou a fazer parte da composição do Ibovespa neste início de 2022.
Nesta terça-feira, os papéis da Positivo encerraram o dia cotados a R$ 8,03, o que significa que há um potencial de mais de 100% em relação ao preço-alvo em 12 meses na avaliação do BTG Pactual.
A expectativa da Positivo é encerrar 2022 com receita bruta entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Em 2021, a receita bruta da empresa foi de R$ 3,9 bilhões, um aumento de 54,2% ante 2020 e de 79,0% ante 2019.
A empresa justifica a previsão citando a unidade de negócios Instituições Públicas, que já conta com mais de R$ 2 bilhões em receita prevista para este ano devido às licitações ganhas e cerca de R$ 900 milhões em receita com urnas eletrônicas.
A fabricante de computadores destaca ainda a expansão da receita do segmento de soluções de pagamento e a forte demanda por HaaS nos mercados corporativo e público.
Junto com a divulgação de resultados trimestrais, a Positivo anunciou uma alteração nas condições de seu programa de recompra de ações, divulgado em dezembro.
Agora, a quantidade de ações ordinárias a serem adquiridas pode chegar a 5 milhões, ou 7,25% do total de papéis em circulação. Anteriormente, a quantidade era de até 4 milhões, ou 5,26% do total em circulação.
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