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Ainda esta semana ocorre a divulgação da taxa básica de juros, a Selic, aqui no Brasil, o que injeta ainda mais cautela dos investidores
Como em um piscar de olhos, o primeiro mês do ano já começa a ficar no passado. Com fevereiro virando a esquina, o último pregão de janeiro é de retrospectiva e ajuste de carteiras, aumentando a volatilidade dos negócios. Depois de um 2022 sangrento, os últimos dias foram de recuperação e encaminham o índice para um fechamento mensal no azul.
Mesmo com uma agenda doméstica relevante, com os dados do mercado de trabalho formal (Caged) de dezembro nesta segunda-feira e a decisão de política monetária do Banco Central na próxima quarta-feira, os olhos dos investidores estão voltados para o exterior e os balanços corporativos que devem ser divulgados nos próximos dias. Nesta tarde, dois dirigentes do Federal Reserve farão pronunciamentos, aumentando a expectativa do mercado para mais informações sobre o aperto monetário da instituição.
Os índices futuros americanos apontavam para uma abertura no vermelho, o que trouxe instabilidade ao Ibovespa na primeira etapa do pregão. Mas dados econômicos melhores do que o esperado reverteram o quadro. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), um importante indicador de atividade, subiu de 64,3 em dezembro para 65,2 em janeiro, acima das projeções dos analistas do The Wall Street Journal.
As bolsas americanas passaram para o campo positivo, mas o Ibovespa passou a operar em queda, acompanhando o avanço do retorno dos títulos do Tesouro americano. Com uma atividade forte, o temor é de um aperto monetário ainda mais rápido.
Em um dia instável, o Ibovespa operava em alta de 0,36%, aos 112.315 pontos, por volta das 17h. O dólar à vista, no entanto, aprofundou a queda com o movimento visto no exterior e fechou o dia em queda de 1,56%, a R$ 5,3059. O movimento da moeda americana tem grande relação com a entrada de fluxo estrangeiro no país. Só em janeiro, quase US$ 30 bilhões em investimentos foram contabilizados.
O mercado de juros amanheceu pressionado, de olho na decisão do Copom da próxima quarta-feira, mas os dados positivos do Caged em 2021 e o superávit primário do setor público reduziram o ímpeto de alta, com os principais vencimentos se aproximando da estabilidade.
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| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 12,27% | 12,25% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,29% | 11,35% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,20% | 11,26% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,25% | 11,32% |
O mundo acompanha a escalada da tensão entre Rússia e Ucrânia, que pressiona a cotação do barril de petróleo futuro. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou que não pretende enviar tropas para a região mesmo com uma invasão russa ao país.
O secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, afirmou que a Ucrânia é um “aliado”, mas não um país membro. Portanto, a Otan não poderia retaliar a Rússia imediatamente após uma invasão.
Mas as movimentações militares na fronteira entre os dois países geraram reações de líderes europeus e dos Estados Unidos. O Kremlin afirma que não pretende invadir a Ucrânia. O país é rota para o fornecimento de gás natural para a Europa e um controle da região pode colocar a Rússia em posição de vantagem frente ao velho continente.
A 3R Petroleum é um dos principais destaques do dia. O mercado repercute a venda da participação da Petrobras em 22 concessões na Bacia Potiguar para a companhia, em uma operação de US$ 1,38, o que amplia a capacidade de produção da 3R. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 29,26 | 5,33% |
| NTCO3 | Natura ON | R$ 22,34 | 3,91% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 6,96 | 3,73% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 39,11 | 3,63% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 4,72 | 3,28% |
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 22,37 | -2,10% |
| CMIN3 | CSN Mineração ON | R$ 7,04 | -1,54% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 82,46 | -1,43% |
| JBSS3 | JBS ON | R$ 35,56 | -1,39% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 25,40 | -1,05% |
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