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ESQUEMA DE PIRÂMIDE

Polícia prende o ‘Sheik dos Bitcoins’, suspeito de aplicar golpe milionário com criptomoedas em Sasha Meneghel

O empresário Francisley Valdevino da Silva teve prisão preventiva decretada em Curitiba, depois de descumprir medidas cautelares por crimes "de estelionato, de lavagem de capitais e de organização criminosa”

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CPI que investiga esquemas de pirâmide com criptomoedas - Imagem: Pixabay/Montagem Seu Dinheiro

A Polícia Federal não perdoa esquemas de fraudes com criptomoedas, sejam eles vindos do “Novo Egito” ou feitos por um “Faraó” ou qualquer outra figura bizarra que houver. Em operação feita na manhã desta quinta-feira (03), as autoridades prenderam o empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como "Sheik dos Bitcoins".

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Investigado por suspeita de participar e comandar esquemas de fraudes bilionários com criptomoedas desde 2016, incluindo o golpe que rendeu prejuízo de R$ 1,2 milhão a Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa Meneghel, Silva teve prisão preventiva decretada em Curitiba, no Paraná, depois de descumprir "medidas cautelares".

A Justiça determinou que Francisley praticou crimes "de estelionato, de lavagem de capitais e de organização criminosa". Acontece que, até então, o empresário respondia em liberdade, porém com algumas restrições.

Entre as determinações da decisão judicial expedida em outubro, o “Sheik” não poderia seguir administrando as empresas e nem participar de decisões de gestão envolvendo o grupo econômico.

Porém, segundo apuração de investigadores, dias depois da decisão, o empresário voltou a realizar reuniões frequentemente com funcionários de suas empresas na própria casa, o que "demonstrou que a organização criminosa continuava ativa e promovendo atos criminosos", segundo nota da PF.

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Então, nesta manhã, os policiais não só cumpriram o mandado de prisão contra ele, como também executaram dois mandados de busca e apreensão. A nova medida apreendeu roupas de luxo, calçados, computadores e outros aparelhos eletrônicos.

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Os golpes do ‘Sheik dos Bitcoins’

O “Sheik dos Bitcoins” é suspeito de cometer crimes envolvendo um esquema de pirâmide financeira, disfarçado de aluguel de criptomoedas, desde 2016.

De acordo com a Polícia Federal, o suspeito possui mais de cem empresas abertas no Brasil vinculadas a ele, com cerca de 85 empresas do executivo associadas aos golpes bilionários.

No começo deste mês, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Francisley Valdevino da Silva e a outros investigados.

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Na operação, os policiais apreenderam barras de ouro, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo e automóveis.

Sasha e as vítimas das fraudes com criptomoedas

Uma das vítimas do “Sheik” foi Sasha Meneghel, que acabou com perdas de mais de um milhão de reais após investir na Rental Coins, empresa de Silva, aberta em janeiro de 2019.

O site da Rental Coins alega que a companhia conta com mais de 20 mil clientes e promete rendimentos de 8,5% a 13,5% em cima da quantia investida no aluguel de criptomoedas. Não ficou claro se o mecanismo se assemelha ao staking de ativos digitais, prática comum nesse universo.

A filha da apresentadora Xuxa e o marido, João Figueiredo, investiram em torno de R$ 1,2 milhão na empresa e não receberam nem o valor investido e, muito menos, os lucros prometidos.

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“É preciso diferenciar o que é cripto e o que é pirâmide, golpe. Investimento em criptomoedas é uma tendência mundial, e o Brasil tem sido destaque, isso é inegável", disseram os advogados da modelo, em nota.

A polícia ainda informou que jogadores de futebol, que não tiveram os nomes informados, também foram vítimas dos golpes do Sheik dos Bitcoins.

Em um dos processos abertos contra o empresário, Francisley responde a uma ação coletiva aberta há quase dois anos, no valor de R$ 4 milhões.

As vítimas afirmam que Silva usou a empresa Forcount para captar dinheiro, investir em uma criptomoeda e embolsar os valores, devolvendo para os investidores um ativo digital falso, chamado de Mindexcoin, que não possui valor de mercado e não é encontrado em corretoras.

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*Com informações do jornal O Globo

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