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Além de preencher o chapter 11, Sam Bankman-Fried — o SBF — deixou o posto de CEO da corretora, que deve passar por uma reestruturação
Em menos de uma semana, o mercado global de criptomoedas perdeu um titã. A FTX, que chegou a ser a segunda maior corretora de ativos digitais (exchange) do planeta, acaba de entrar com um pedido de falência nos Estados Unidos.
A notícia pegou o mercado no pé contrário. O bitcoin (BTC), que tentava amenizar as perdas da semana, voltou a cair mais de 5% nesta sexta-feira (11), acumulando perdas acima dos 20% nos últimos sete dias.
Além de preencher o chapter 11, como é chamado o pedido de falência nos EUA, o CEO da FTX, Sam Bankman-Fried — o SBF — deixou o posto de presidente da corretora. O cotado para assumir o seu lugar é John J. Ray III, que deve conduzir a reestruturação da companhia.
Na última quinta-feira (10), prevendo as dificuldades que a FTX teria e os efeitos de uma nova falência no mercado de criptomoedas, SBF começou a acionar figuras do mercado buscando recursos para manter as operações de pé.
Estima-se que o agora ex-CEO da exchange precisasse de US$ 9 bilhões para cobrir as despesas da corretora. Nomes como Justin Sun, criador da rede Tron, a corretora OKX e até mesmo o emissor da stablecoin Tether (USDT) foram acionados. Mas nada adiantou.
O chapter 11 é o primeiro passo para um pedido de recuperação judicial. Nessa etapa, um tribunal determina datas e exige um plano de reestruturação dos negócios enquanto as operações da companhia podem continuar funcionando.
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Em outras palavras, ainda existe alguma esperança de que os investidores tenham seus investimentos de volta. No entanto, na opinião de analistas consultados pelo Seu Dinheiro, é o evento menos provável de acontecer.
Tudo começou há pouco menos de duas semanas. Uma reportagem da CoinDesk mostrou que os fundos dos investidores na corretora FTX estavam sendo usados para operações alavancadas na Alameda Research, segmento de investimentos do mesmo grupo da exchange.
Além dos recursos dos clientes, o token nativo da corretora, o FTT, estava sendo usado como garantia dos depósitos dos investidores. Até mesmo papéis da companhia de serviços financeiros Robinhood foram usados desta forma para tentar salvar a Alameda.
Por coincidência ou não, na semana seguinte, a Binance — um dos maiores investidores na FTX — se desfez de posições em FTT, o que derrubou as cotações e piorou o balanço da corretora de SBF. A partir daí, a empresa entrou em insolvência — quando a dívida é maior do que o patrimônio da empresa. Entenda aqui o futuro da FTX.
Os US$ 9 bilhões para cobrir os buracos financeiros da corretora não salvariam apenas a pele da FTX, mas de todo mercado.
Isso porque o crescimento do setor fez os negócios de ativos digitais ficarem cada vez mais interligados. Assim, a crise em um dos gigantes do mercado afeta principalmente a liquidez dos negócios, assim como aconteceu com a Celsius, Voyager Digital e Three Arrows Capital (3AC).
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