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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

AUTORREGULAÇÃO

Populares, mas pouco transparentes? Anbima vai criar novas regras para fundos que investem em criptomoedas

O patrimônio de fundos que investem em ativos digitais disparou 680% de dezembro de 2020 a abril de 2022, para os atuais R$ 4,7 bilhões

Camille Lima
Camille Lima
21 de julho de 2022
12:54
Criptomoedas promissoras para 2022 que podem subir além do bitcoin (BTC)
Imagem: Shutterstock

Os fundos que investem em criptomoedas estão ganhando cada vez mais popularidade entre os brasileiros. De acordo com a Anbima, o patrimônio desses fundos disparou 680% de dezembro de 2020 a abril de 2022, ao passar de R$ 600 milhões para os atuais R$ 4,7 bilhões. Porém, apesar de serem populares, os riscos desse tipo de investimento podem não estar claros o suficiente para quem investe.

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“O mercado de ativos digitais é pulsante, e acreditamos que a implementação de boas práticas é essencial para o desenvolvimento ordenado e sustentável desses fundos”, disse Zeca Doherty, superintendente-geral da Anbima.

A Anbima (Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) está discutindo a criação de novas regras para estes fundos em busca de uma maior transparência aos investidores em relação aos fatores de riscos destes investimentos. 

“A definição de regras e parâmetros claros contribui para a proteção e a tomada de decisão dos investidores, que ganham com a maior transparência”, destacou Doherty.

Novas regras para fundos de criptomoedas

A Anbima criou um grupo de trabalho para formar estas regulações, que será formado por profissionais de gestoras, bancos, administradoras e casas de análise especializadas em ativos digitais. 

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“Abrimos uma frente para criar algumas regras específicas para os fundos de investimento quando aplicarem em ativos digitais. Sentimos a necessidade de atuar rapidamente na autorregulação, principalmente olhando para a proteção do investidor”, disse Zeca.

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Os membros do grupo deverão discutir ainda sobre as responsabilidades dos prestadores de serviço, além de precificação e liquidez dos ativos.

“A intenção não é engessar a gestão dos fundos que investem nesses ativos, mas assegurar que as instituições estão observando critérios mínimos e padrões para comercialização dos produtos”, explicou o superintendente-geral da Anbima.

“Estou ciente e desejo continuar”

Uma das determinações já estabelecida pela associação é tornar obrigatória a inclusão de um disclaimer — isto é, um termo de responsabilidade — em materiais publicitários para investidores, que deixem claros os detalhes de aplicação em fundos de criptomoedas.

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A primeira norma é sobre os fatores de risco dos investimentos em ativos de risco. A regra deve ser aberta para debate em audiência pública ainda este ano, com a possibilidade de o mercado enviar sugestões.

Veja também: Venda OIBR3: queda deve ser maior I Nubank não será o único? Remuneração de outras contas pode mudar

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