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Os investidores parecem ter jogado a toalha — e é improvável que a pressão sobre os ativos de risco diminua antes da Super Quarta na próxima semana
A semana encaminha-se para o fim e os investidores parecem ter jogado a toalha. Pelo menos por hoje. O sinal vermelho nas bolsas estrangeiras impõe-se como um dos obstáculos para que o Ibovespa se recupere nesta sexta-feira das perdas acumuladas na semana. Mas não é o único.
Em Wall Street, os índices futuros apontam para mais uma abertura em queda, com o Nasdaq caminhando para sua pior semana desde junho. Chama a atenção o recuo de mais de 15% das ações da FedEx no pré-mercado norte-americano.
Os principais índices de ações da Europa também amanheceram em meio a chuvas e trovoadas. Por lá, os investidores estão preocupados com os riscos crescentes de uma recessão diante do aumento das taxas de juro e da persistente volatilidade no mercado de energia.
Enquanto isso, a libra esterlina flerta com sua mais baixa cotação em relação ao dólar desde 1985 e o euro opera abaixo da paridade com a moeda norte-americana. E, para piorar, é improvável que a pressão sobre os ativos de risco diminua antes do meio da próxima semana, quando ocorrerá a chamada Super Quarta.
A Super Quarta é a forma como os investidores locais se referem à coincidência de datas das reuniões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Apesar de os mais recentes números da inflação nos Estados Unidos continuarem apontando para uma desaceleração na alta dos preços, analistas consideram que o Fed vai manter uma postura agressiva no aperto monetário em andamento por lá.
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Por aqui, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, andou jogando água no chope dos investidores. Ele tem advertido que, apesar da desaceleração da alta dos preços (e das leituras mensais de deflação), a batalha contra o dragão da inflação não está ganha.
Os investidores também devem repercutir o cenário de estabilidade da nova rodada do Datafolha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 45% de intenção de voto da pesquisa anterior. O presidente Jair Bolsonaro (PL) oscilou um ponto para baixo, para 33%.
A pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, a expectativa é de que os apoiadores de Lula passem a pregar com cada vez mais veemência o voto útil no ex-presidente. Já os bolsonaristas buscam reanimar suas bases depois de a intenção de voto no atual presidente e candidato à reeleição aparentemente ter chegado a um teto.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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