🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Crise na Casa Branca: para onde Biden está levando os EUA?

Joe Biden tem tido um governo turbulento frente à Casa Branca — e, com popularidade em baixa e inflação em alta, o futuro dos EUA é nebuloso

10 de julho de 2022
8:31 - atualizado às 14:26
Foto do presidente dos EUA, Joe Biden
Imagem: Shutterstock

No livro “Princípios para a Ordem Mundial em Transformação – Por que as nações prosperam e fracassam”, que acabo de ler, o autor, Ray Dalio, mostra como os Estados Unidos estão se tornando um país de ódio político.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Numa passagem, Dalio escreveu: “(Um) estudo relatou que 80% dos dos democratas consideram que o Partido Republicano foi tomado por racistas e 82% dos republicanos julgam que o Partido Democrata foi tomado por socialistas”.

Biden e as tragédias pessoais

No dia 18 de dezembro de 1972, soou a campainha do telefone do escritório de Joe Biden, de apenas 29 anos de idade, que acabara de se eleger senador pelo estado de Delaware. Era seu irmão, Jimmy, chamando Joe para ir imediatamente para casa.

Chegando lá, o jovem senador ficou sabendo que sua mulher, Neilia, e sua filha, Naomi, de 1 ano, haviam morrido num desastre de automóvel. Os outros dois filhos, Beau (3 anos) e Hunter, 4, estavam gravemente feridos (se recuperariam).

Quarenta e três anos mais tarde, quando Joe já era vice-presidente de Barak Obama, Beau Biden, então com 45, morreu de câncer no cérebro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em minha opinião, para quem já recebeu tais golpes, perder uma eleição é não mais do que um aborrecimento. Talvez por isso Joe Biden se mostrasse tão descontraído e pouco raivoso quando, já eleito presidente, via Donald Trump tentar se manter na Casa Branca com alegações de fraudes eleitorais.

Leia Também

Casa Branca antes da presidência

Joe Biden tentou a presidência pela primeira vez em 2008, ao participar das primárias democratas. Mas retirou seu nome ao ver que havia concorrentes com muito mais apoio do que ele. Em contrapartida, foi escolhido pelo vencedor da seleção, o senador por Illinois Barak Hussein Obama, para formar a chapa como vice-presidente.

No dia 4 de novembro de 2008, a vitória de Obama/Biden foi folgada, no voto popular (52,9% contra 45,7% do republicano John McCain), e esmagadora (landslide, como gostam de rotular os americanos): 365 a 173 no Colégio Eleitoral.

Nos Estados Unidos, a participação de um vice-presidente no governo é muito maior do que no Brasil, embora ele (ao contrário daqui) não assuma o cargo principal quando o chefe de estado viaja. Além de ser presidente do Senado, o vice de lá recebe missões, programas e viagens de Estado para executar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2020, Joe Biden resolveu concorrer à presidência, com apoio de Barak Obama. Mas precisou enfrentar, nas primárias, dois adversários fortíssimos: Bernie Sanders, um político assumido de esquerda, de 79 anos, popularíssimo, quem diria, entre os jovens; e Elizabeth Warren, digamos que de meia-esquerda, que apregoava ter sangue indígena nas veias, o que lhe  valeu o apelido de Pocahontas, por parte de Donald Trump.

Concorreu também Kamala Harris, senadora pela Califórnia, que desistiu da presidência para formar, como vice, a chapa de Biden.

Na verdade, as eleições de 3 de novembro de 2020 foram muito mais um plebiscito sobre a atuação de Donald Trump na presidência, com seu negacionismo inicial da Covid e das vacinas, do que uma avaliação do adversário.

Como se sabe, Biden venceu no voto popular e no Colégio Eleitoral. Só que Trump não aceitou o resultado. Sem apresentar nenhuma prova, disse que a eleição foi uma fraude e se recusou a reconhecer a vitória do adversário, como é de praxe nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não bastasse essa falta de civilidade, no dia 6 de janeiro de 2021, 64 dias após as eleições e 14 antes da posse, Donald Trump, do portão da Casa Branca, incentivou uma turba de seguidores a marchar até o Capitólio.

Se a intenção do presidente era a de que o pessoal se limitasse a protestar do lado de fora ou a de invadir o prédio (que foi o que aconteceu) é o que está se apurando agora. O certo é que os manifestantes, direta e indiretamente, causaram a morte de seis pessoas, entre elas um oficial legislativo.

O turbulento governo Biden

Pela lógica, esse ataque de militantes republicanos ao Congresso já bastava para que Joe Biden tivesse um início popular no governo. Mas eis que veio a retirada das tropas dos EUA do Afeganistão, ação acertada com o Talibã por Donald Trump e que Biden resolveu cumprir.

Foi um desastre completo. O mundo inteiro assistiu pela televisão cenas que se assemelharam à vexaminosa fuga dos americanos do Vietnã, em abril de 1975, com o último dos helicópteros partindo do teto da embaixada em Saigon (atual Hó Chi Min).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No aeroporto de Cabul, foi um enorme jato cargueiro quadrirreator da Força Aérea Americana que completou a retirada.

Biden teve pouca ou nenhuma culpa nos incidentes que ocorreram ali, mas terroristas suicidas da al Qaeda, organização que muitos julgavam extinta, explodiram alguns artefatos que deixaram 90 mortos, inclusive 13 soldados americanos.

Fora os afegãos que tentaram fugir agarrados nas asas, turbinas, compartimentos de trem de pouso e até mesmo no teto do jato e que, como não podia deixar de ser, despencaram da aeronave alguns segundos após a decolagem.

Joe Biden também herdou de Donald Trump a belicosidade com a China. Mas não a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, que pegou o presidente de surpresa e o fez tomar decisões controversas, tais como adotar represálias contra russos ao redor do mundo, inclusive esportistas sem nenhuma ligação com Putin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como se esse inferno astral não bastasse, após anos e anos de estabilidade nos preços, sobreveio a inflação. Embora a alta de preços seja mundial, cada povo está culpando seu chefe de governo pelo fenômeno. Greves, desordens, protestos, conflitos e mortes estão acontecendo  ao redor do mundo.

Em Lima (Peru), Colombo (Sri Lanka), Zimbábue e até em países ordeiros como a Alemanha, multidões estão saindo às ruas em protesto contra a inflação.

Nos Estados Unidos, como o governo Biden monetizou a população, distribuindo trilhões de dólares em dinheiro para cobrir os prejuízos causados pelos lockdowns da Covid-19, o preço está sendo pago com as maiores taxas inflacionárias desde 1981, por ocasião do Segundo Choque do Petróleo.

Os americanos estão culpando o presidente, cujo índice de aprovação neste momento está abaixo de 40% (39,2%). No dia 8 de novembro deste ano, haverá eleições de midterm nos Estados Unidos. Todas as cadeiras da Câmara dos Representantes (House of Representatives) serão renovadas, assim como um terço dos assentos no Senado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Curiosamente, é de praxe a Casa Branca perder a maioria nessa votação em meio de mandato. Foi o que aconteceu com Barak Obama, por exemplo, que soube lidar bem com o revés.

O que pode ajudar Biden desta vez são as acusações que surgem a cada dia contra Donald Trump, por causa de suas atitudes por ocasião do ataque ao Capitólio.

O futuro dos EUA

Já para as eleições presidenciais de 2024, a situação é bem mais complexa.

Entre os republicanos, pode ser que Donald Trump nem concorra, seja por causa de uma eventual prisão, por tentativa de golpe de estado em 6 de janeiro de 2021, ou por rejeição dos próprios convencionais de seu partido. O ex-presidente George W. Bush está liderando um movimento contra Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A cada dia que passa, a situação do controverso ex-presidente se complica mais. O ideal para os democratas seria a não escolha de Donald Trump como candidato republicano em 2024 e que ele optasse por uma candidatura independente.

Nessa hipótese, haveria uma divisão nos votos do GOP (Grand Old Party) e poderia haver uma repetição do que ocorreu em 1992, quando Ross Perot, concorrendo como candidato avulso, dividiu os votos republicanos com George H. W. Bush (Bush pai), tendo a presidência caído no colo do relativamente pouco conhecido Bill Clinton, governador democrata do Arkansas.

Em meio a tudo isso, a situação dos Estados Unidos perante a China, em termos de competitividade pela liderança mundial, está começando a se deteriorar.

Como conclui Ray Dalio em “Princípios para a Ordem Mundial em Transformação”: é questão de tempo, pouco tempo, para que o império econômico americano dê lugar ao chinês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tendo ou não culpa nessa inevitável transição (isso sempre ocorreu na história da Humanidade), o nome de Joe Biden ficará marcado como um dos últimos, senão o último, presidentes que deram as cartas para o mundo do Salão Oval da Casa Branca.

Não se pode acusar Joe Biden de estar levando os Estados Unidos para uma posição secundária. Não. Simplesmente lhe coube estar no lugar errado na hora errada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar