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Dólar flerta com os R$ 5, Elon Musk deixa dogecoin de lado e as melhores ações do varejo; confira os destaques do dia

Com a queda da China, o Brasil fica em maus lençóis, já que a paralisação indica uma menor demanda por vários produtos

26 de abril de 2022
18:46 - atualizado às 13:46
Tela mostra cotações de bolsa de valores e gráficos de mercado
O dólar avançou 2,36% nesta terça-feira e vale R$ 4,99 - Imagem: Shutterstock

A China que surpreendeu o mundo ao apresentar crescimento recorde e ser o primeiro país a superar os efeitos deixados pelo coronavírus também é a nação que hoje assusta as bolsas globais com um cenário desafiador antes mesmo de os desafios anteriores terem sido superados.

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Com o crescimento das novas medidas de confinamento aplicadas em importantes centros comerciais, industriais e financeiros, é quase inevitável que a segunda maior economia do mundo sinta o baque, estendendo os efeitos de desaceleração ao resto do mundo.

A desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) global não é o único fator que assusta. As chamas do dragão chinês também possuem o poder de desestabilizar novamente as cadeias de suprimento, gerando uma inflação ainda maior. Tudo isso em um momento em que a elevação de juros se torna inevitável para os bancos centrais. 

A queda da China deixa o Brasil em maus lençóis, já que a paralisação do gigante indica uma menor demanda por uma série de produtos, principalmente commodities. O Ibovespa fechou a terça-feira em queda de 2,23%, aos 108.212 pontos.

Com o real mais apreciado do que as demais moedas emergentes em 2022, a correção por aqui tende a ser maior. Depois de flertar com a casa dos R$ 5, o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 2,36%, a R$ 4,9905.

As projeções de uma economia mais lenta não casam muito bem com uma temporada de balanços que ganha fôlego em Wall Street. Em Nova York, hoje o dia foi um verdadeiro banho de sangue, antes mesmo de grandes empresas de tecnologia divulgarem os seus números. Os principais índices recuaram mais de 2%, com o Nasdaq  em queda de 3,95%.

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Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

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A BOLSA COMO ELA É
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ESVAZIANDO OS BOLSOS
Inflação persistente: Guerra na Ucrânia deve manter conta de luz e alimentos mais caros até 2024. A crise no Leste Europeu resultou no maior choque de commodities desde os anos de 1970, de acordo com o vice-presidente do Banco Mundial para Crescimento, Finanças e Instituições Justas, Indermit Gill.

ELA VOLTOU
Muita coisa mudou na pesquisa Focus durante a greve dos servidores do Banco Central. Confira a evolução das projeções para a inflação e a Selic. Banco Central retomou nesta terça-feira a divulgação da pesquisa Focus; projeção para o IPCA foi a que mais se deteriorou nas últimas semanas.

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