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Ibovespa pega carona com Wall Street, Selic a 12,75% ao ano e o tombo da Marfrig; confira os destaques do dia

Fala de Jerome Powell afastou possibilidade de alta de 0,75 p.p e animou os mercados pelo mundo

4 de maio de 2022
19:33 - atualizado às 13:45
Imagem ilustrando o mercado de bolsa de valores
O dólar recuou 1,21% nesta quarta-feira e vale R$ 4,90 - Imagem: Shutterstock

Enquanto Roberto Campos Neto & cia caminham para o cume do ajuste da taxa básica de juros, a turma de Jerome Powell ainda dá os primeiros passos e tem dificuldade para ver até onde será preciso ir. 

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Assim como aconteceu por aqui, a inflação segue sendo pressionada por diversos eventos globais que elevam os preços das commodities e interferem na cadeia logística, dificultando o trabalho dos Bancos Centrais de levar o indicador para um patamar mais próximo da meta. 

No Brasil, vimos o BC ir da busca por uma taxa neutra para um patamar assumidamente contracionista, o que mudou diversas vezes a linha de chegada. Há pouco, o Copom fez mais um ajuste de 1 ponto percentual, elevando a taxa Selic a 12,75% ao ano, e declarou que será preciso mais alguns passos até chegar ao topo — mas eles serão menores do que os dados até aqui. 

Durante a tarde, o Federal Reserve confirmou o que era esperado pelo mercado e subiu em 0,50 pp sua taxa de juros — junto com o anúncio do início da redução do balanço de ativos. Embora ainda não admita com todas as letras, Powell começa a seguir uma trilha semelhante à que já percorremos. 

Ao longo da sua coletiva após a decisão, o chefe do BC americano disse acreditar que existe uma boa chance de controlar os preços sem que os Estados Unidos entrem em recessão, mas não descarta totalmente uma taxa de juros acima do patamar neutro. 

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Ainda assim, os investidores terminaram o dia muito mais otimistas do que começaram. Isso porque Powell garantiu que elevações mais bruscas, de 0,75 pp ou mais, não estão sendo consideradas. Por agora. 

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Se o comunicado havia deixado as bolsas com um desempenho instável, as palavras de Powell injetaram um entusiasmo que mudou o rumo do dia. De perdas de mais de 1%, os principais índices em Wall Street fecharam a quarta-feira com ganhos de cerca de 3%. 

No Brasil, onde a taxa de juros já ultrapassa a casa dos dois dígitos e a inflação segue resistente e disseminada, a reação foi mais “modesta”, mas ainda assim impressionante. Depois de cair mais de 1,50% na mínima do dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,70%, aos 108.343 pontos. O dólar à vista recuou 1,21%, a R$ 4,9036. 

Depois de atravessar uma manhã de estresse, o mercado de juros se acomodou em baixa, com os principais vencimentos fechando nas mínimas do dia. 

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Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

A CARNE PASSOU DO PONTO?
Marfrig (MRFG3) cai mais de 10% mesmo após um trimestre acima do esperado. Há oportunidade de compra? Dúvidas quanto à desaceleração das operações da empresa na América do Norte pesam sobre os papéis. Mas o movimento se justifica?

DERRETENDO
XP perde mais de US$ 2 bilhões em valor de mercado após balanço do 1T22. Saiba o que desagradou os investidores. De acordo com os principais bancos de investimento, queda na comissão média no segmento de varejo foi o destaque negativo no primeiro trimestre. 

CORRIDA NO VERMELHO
Ações da Uber (U1BE34) despencam após prejuízo bilionário; entenda por que as perdas saltaram 5.490% em um ano. Empresa de transporte por aplicativo registrou prejuízo de US$ 5,93 bilhões no primeiro trimestre de 2022, 55 vezes maior na comparação anual.

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NÃO ACONTECEU
Coinbase desiste de fusão com a 2TM, controladora do unicórnio brasileiro de criptomoedas Mercado Bitcoin. Há quase um ano, a Coinbase abriu capital na Nasdaq e fez história como a primeira corretora de moedas digitais com ações em bolsa.

VOLDEMORT BRASILEIRO?
Na capa da Time, Lula concede entrevista e não cita Bolsonaro nenhuma vez; veja o que disse o ex-presidente. O petista falou sobre o cenário eleitoral, a política econômica em um eventual novo mandato e a guerra na Ucrânia.

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