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Na lavoura da bolsa de valores, os investidores são como fazendeiros em busca das ações que podem render os melhores frutos. Coincidência ou não, a época de divulgação de resultados das empresas listadas também é conhecida como safra de balanços.
Os números divulgados a cada trimestre determinam se as sementes estão germinando e gerando frutos ou então perderam força e precisam de cuidados especiais.
Fatores internos e externos determinam os resultados e, por tabela, a reação das ações na bolsa. Um clima macroeconômico favorável pode garantir uma boa colheita, assim como uma praga de gafanhotos concorrentes tem o potencial de provocar o efeito contrário.
No caso da safra de balanços do primeiro trimestre de 2022, que terminou na semana passada, o saldo foi devastador para algumas empresas.
As ações de 16 empresas que fazem parte do Ibovespa amargaram quedas acima de 5% no pregão seguinte ao balanço. Alguns gigantes como Hapvida e Magazine Luiza, verdadeiros latifúndios em seus setores, tiveram perdas acima dos 10% em apenas um dia.
Na reportagem especial de hoje do Seu Dinheiro, o nosso editor e agrônomo amador Victor Aguiar conta quais foram as empresas do Ibovespa mais castigadas na lavoura da B3 e as razões da quebra da safra.
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SEGREDOS DA BOLSA
Bolsas no exterior acompanham desaceleração global e início do Fórum Econômico Mundial; Ibovespa mira inflação e desemprego esta semana. No panorama doméstico, permanece no radar a nova crise do governo envolvendo possível superfaturamento na compra de caminhões de lixo.
REVISÃO CUSTOU CARO
B3 volta a corrigir erro nos dados e revela que 2021 terminou com fluxo estrangeiro negativo após R$ 77,9 bilhões em dinheiro gringo “sumirem” da conta. Vale lembrar que a entrada de capital estrangeiro ajuda na performance do mercado acionário e de câmbio. Por isso, a nova cifra não pinta um quadro positivo para o país.
PORTFÓLIO DE BILHÕES
Aposta contra a Apple (AAPL34)? Veja as mudanças que Warren Buffett, Michael Burry e investidores de elite fizeram nas carteiras. Esses pesos-pesados do mercado financeiro tomaram decisões surpreendentes no primeiro trimestre; confira as alterações mais significativas que eles fizeram no período.
UMA TECH ATRAENTE
É hora da Locaweb? Saiba por que o Deutsche Bank vê ponto de entrada para as ações LWSA3. Banco alemão atualizou a recomendação para a empresa de neutra para compra e vê potencial de valorização de mais de 50% para os papéis.
PRESSÃO VENDEDORA
Nubank derrete 21% na semana após fim do lock-up, que restringia venda das ações pelos “tubarões”. Desde o IPO, a fintech já perdeu US$ 23,9 bilhões em valor de mercado, e o banco digital que antes valia mais que o Itaú hoje vale quase um terço dele.
MONEY TIMES
Ibovespa a 133 mil pontos? Safra corta preço-alvo projetado do índice para o fim do ano. Antes, o banco estimava que o principal indicador da B3 fecharia 2022 em 144 mil pontos.
MADE IN CHINA
Shopee, Shein e AliExpress livre de taxas? Bolsonaro diz que sim e Guedes diz que não! Presidente volta a contrariar o ministro da Economia, que na última semana defendeu o digitax — um imposto que seria aplicado em compras online de fornecedores estrangeiros.
ROTA DO BILHÃO
Como Jorge Moll Filho criou a Rede D’Or e se tornou o 4º homem mais rico do Brasil. Dono da rede de hospitais, o médico cardiologista conquistou uma fortuna avaliada em US$ 9,8 bilhões (R$ 48,5 bilhões) em 2022.
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O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
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