Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Entre o calor escaldante e o frio congelante: Como investir durante a desaceleração da economia global

Enquanto o Fed ainda está ajustando a torneira, o momentum ainda ficará difícil para os mercados, o que enseja mais cuidado no planejamento financeiro e na carteira de investimentos

22 de junho de 2022
14:23 - atualizado às 13:15
frio, calor, mercados, temperatura, inverno, verão, investidor, investimentos
Imagem: Freepik

Caro leitor,

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se você está lendo estas linhas agora, é capaz de que você esteja entre os felizardos que puderam aproveitar o “feriado prolongado” da semana passada. 

Apenas chegando próximo à data descobri que não se trata de um feriado nacional “per se”, mas isso é uma discussão para outra hora.

O dilema do chuveiro de hotel e os bancos centrais

Aqueles que conseguiram tirar esses dias para descansar e buscaram descansar longe de suas casas podem ter se deparado com o dilema do chuveiro de hotel.

Principalmente se você ficou em um estabelecimento mais antigo: naqueles 20 a 30 segundos após abrir a torneira, você temeu que a água fosse quente demais e ter algo próximo de uma queimadura de segundo grau, ou que fosse tão gelada que passasse a impressão de que você estava dando um belo mergulho no Polo Norte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Deixando os exageros de lado, em alguns aspectos, essa aparenta ser a dificuldade enfrentada pelos Bancos Centrais mundo afora, principalmente o da maior economia do mundo.

Leia Também

A inflação e a escalada dos juros

Na véspera do “feriado”, na quarta (15) tivemos a decisão do Federal Reserve de aumentar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, levando-a para o intervalo entre 1,50% e 1,75%.

Pequeno para os padrões tupiniquins, o incremento no Fed Funds Rate foi o maior desde 1994, mostrando que Jerome Powell e seus comandados realmente deram um cavalo de pau naquela abordagem de “inflação transitória” de alguns meses atrás.

Afinal de contas, o nível de preços na economia americana segue em patamares elevados, os maiores em mais de 40 anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta nos preços nos EUA

Na sexta anterior (10), a divulgação do CPI (o primo americano do nosso IPCA) apontou alta de 8,6% nos doze meses encerrados em maio, comparado com 8,3% na leitura do mês anterior.

E, apesar do grande responsável por esse aumento ter sido os maiores preços de energia – que subiram 3,9% no mês, com destaque para a alta de quase 17% no óleo combustível –, outros grupos que apresentavam desaceleração voltaram a subir forte.

Como exemplo temos o preço de carros e caminhões usados, com inflação de 1,8% no mês, após três meses seguidos de deflação. 

Até mesmo os gastos com residência, até então comportados, demonstraram uma alta mensal de 0,6% (maior alta desde março de 2004).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, para trazer a inflação para a média de 2%, conforme determinado pelo Fed em meados de 2020, os formuladores de política monetária terão que apertar o torniquete para desaquecer a economia na Terra do Tio Sam.

O aperto monetário e a economia real

Acontece que decisões nessa seara levam um tempo para atingir a economia real. Alguns estudiosos apontam que esse prazo pode ser de 9 a 18 meses, aumentando ainda mais a dificuldade em calibrar os instrumentos para fazer com que a economia sofra ajustes sem maiores consequências para a população.

E, além disso, é importante lembrar que as ferramentas tradicionais de política monetária atuam de maneira adequada para controlar desequilíbrios do lado da demanda. 

No caso atual, grande parte dos problemas está do lado da oferta – o Fed não consegue aumentar a produção de petróleo ou de semicondutores, muito menos de alimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Medo do Fed agressivo

Mas somente a hipótese de o Banco Central americano seguir em uma toada mais forte no aumento de juros (as estimativas já apontam uma grande possibilidade de a taxa básica encerrar o ano no intervalo acima dos 3,5%) já aparenta ter desacelerado a economia americana.

As vendas no varejo no mês de maio caíram 0,3% na comparação com o valor de abril. É o primeiro mês de retração no indicador desde dezembro de 2021, quando retraiu 1,6%. Os pedidos de seguro-desemprego tiveram um aumento inesperado na última semana. As vendas de casas existentes mostraram retração pelo quarto mês consecutivo.

Dessa maneira, não era de se esperar que o PIB americano, medido pelo GDPNow do Federal Reserve de Atlanta, esteja próximo de zero. 

A recessão e os investimentos

Caso o resultado do segundo trimestre seja negativo, estaríamos de fato em uma recessão técnica – uma vez que, no 1T21, a soma de todos os produtos e serviços da economia americana teve retração de 1,4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto Powell e seus comandados ainda estão ajustando a torneira, o momentum ainda ficará difícil para os mercados. 

O que enseja mais cuidado no seu planejamento financeiro e na sua carteira de investimentos.

Um grande abraço,
Enzo Pacheco

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como bloqueios comerciais afetam juros e inflação, e o que analisar na ata do Copom hoje

5 de maio de 2026 - 8:48

Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia