Precisamos (e queremos) falar sobre cripto
O mercado cripto se tornou grande demais para ser ignorado por Wall Street, pela Faria Lima e também por nós

Em 2017 o mundo descobriu que existia algo chamado bitcoin e que aquilo poderia valer muito dinheiro. Não era novidade para investidores mais libertários e alguns economistas austríacos que sempre quiseram ver longe do governo o poder sobre o dinheiro.
Mas para o financista médio, como eu e provavelmente você, era novidade.
De lá para cá, muita coisa aconteceu. O valor do bitcoin disparou e derreteu algumas vezes, numa montanha-russa que levou a criptomoeda aos US$ 64 mil por unidade em 2021. Enquanto isso, milhares de outros ativos digitais apareceram, criando um mercado trilionário (em dólares), um novo ecossistema e uma nova economia baseada em descentralização.
Dentro e fora do mercado financeiro desde então, criptocínicos e criptoadeptos começaram a travar uma batalha de narrativas, cada um pregando que o outro lado é o otário da vez, seja por não perceber um golpe, seja por não compreender uma revolução. “É algo idiota e do mal“, disse o bilionário Charlie Munger; “Vai tomar o lugar do dólar”, diz Jack Dorsey.
Fato é que o mercado cripto se tornou grande demais para ser ignorado por Wall Street, pela Faria Lima e também por nós. Por isso, começa hoje o Criptoverso, uma série especial do Market Makers sobre esse mercado exótico, fascinante, estranho e rico - embora já tenha sido bem mais rico pouco tempo atrás.
Você pode estar pensando: “mas vocês só pensam em ações, só falam de bolsa, por que vão se meter nesse assunto agora?”
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A resposta é a mesma que temos ouvido aqui na Faria Lima: cripto ficou grande demais para ser ignorado. Você quer números? Então veja:
- Só os 15 maiores criptoativos valem juntos quase US$ 1 trilhão
- Mais de 30 fundos de cripto estão disponíveis para o investidor, segundo a CVM (sem contar ETFs)
- Alguns desses fundos têm mais de 20 mil cotistas
No primeiro episódio da série vou tirar asdúvidas que me consomem há algum tempo sobre todo esse mercado. Se criptoativos são tão bons e revolucionários, por que ninguém está usando? Se tem tanto valor, por que pessoas como Warren Buffett chamam de golpe? Por que tanta gente está investindo tanto dinheiro sem entender direito como as coisas funcionam? Como você pode ver, são questões praticamente existenciais. Mas que eu acredito que são norma na Faria Lima.
Para respondê-las convidei dois caras de perfis bem diferentes. Um é o Felipe Sant’Ana, da Paradigma Education, um “coiner” raiz, como ele mesmo se declara, que investe e estuda o assunto antes de nós sabermos que criptomoedas existiam.
O outro é Alexandre Ludolf, um convertido, que já trabalhou no mercado financeiro tradicional e hoje é gestor da QR, uma casa que investe exclusivamente em criptoativos.
Quando você abrir seu Spotify ou o YouTube hoje, às 18h, vai se deparar com um assunto tão estranho quanto fascinante. Pode parecer exótico, mas isso não quer dizer que não seja relevante - lembre-se que a própria internet há 25 anos era algo igualmente exótico e muita gente naquele momento não entendia o que acontecia e preferiu ignorar. Você quer correr esse risco?
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