Acionistas da Zamp (BKBR3) recusam-se a ceder a coroa do Burger King ao Mubadala; veja quem rejeitou a nova oferta
Detentores de 22,5% do capital da Zamp (BKBR3) já rechaçaram a nova investida do Mubadala, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos

As disputas por tronos costumam ser marcadas por intrigas, convescotes, reviravoltas e alianças improváveis. E, na disputa pela coroa do Burger King, os detentores de 22,5% do capital da Zamp (BKBR3) rechaçaram a nova investida do Mubadala pelo trono grelhado.
É verdade que o mercado foi pego de surpresa pelo aumento da oferta do fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos pelo controle das operações da Zamp (BKBR3), dona do Burger King no Brasil.
Em busca do controle da Zamp, o Mubadala elevou em 10,1% o preço por ação em uma segunda proposta, apresentada na semana passada.
Está na mesa dos acionistas uma oferta de R$ 8,31 por papel da Zamp. A anterior falava em R$ 7,55. Se considerada a sessão de 29 de julho, a última antes da primeira oferta, o prêmio chega a 34%.
Quem rejeitou a proposta do Mubadala pela Zamp (BKBR3)
Mas nem isso foi capaz de comover um grupo detentor de 22,5% do capital da Zamp.
Entre os acionistas que já rejeitaram a proposta pela dona do Burger King estão:
- a Atmos Capital Gestão de Recursos;
- a Fitpart Fund Administration Services;
- a BW GSS Fundo de Investimentos;
- a Mar Asset Management;
- a Vista Capital;
- a Indie Capital; e
- a GTI Administração de Recursos.
Mubadala contrariou expectativas
Até poucas semanas atrás, gestores acreditavam que uma nova oferta seria praticamente impossível e que dificilmente o Mubadala aumentaria o preço oferecido.
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Outros falavam até mesmo que havia uma ameaça de que ele zerasse sua posição, enquanto a avaliação do mercado era de que tal oferta subestimava o valor real da Zamp.
Um leilão da aquisição das ações ordinárias (OPA) está marcado para 26 de setembro, quando saberemos se essa será a proposta final capaz de garantir o controle da empresa nas mãos do fundo soberano.
O interesse pela Zamp (BKBR3)
Essa fome do Mubadala pela Zamp considera, além dos fundamentos da empresa, um movimento que tem sido visto com maior frequência no mercado — o de fundos de private equity comprando fatias em empresas de capital aberto. O motivo, claro, é o preço baixo de um ativo com liquidez considerável, algo que não ocorre com companhias fechadas.
A primeira oferta do veículo foi feita em agosto, com o objetivo de comprar 45,15% das ações de emissão da companhia, ao preço de R$ 7,55 por ação, num negócio que movimentaria R$ 938,6 milhões.
Assim, o Mubadala se tornaria controlador da empresa, com 50,1% do capital social da operadora do Burger King.
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