O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Embora os números do quarto trimestre tenham vindo fracos, as perspectivas positivas embalam as ações da Stone
Já estamos em março, mas no mercado financeiro ainda dá tempo de mandar o bom e velho “novo ano, vida nova”. Foi mais ou menos isso que a Stone (STOC31) fez ao apresentar o seu balanço do último trimestre de 2021.
A postura agradou, e as ações da companhia, listadas no Nasdaq, chegaram a subir mais de 40% nesta sexta-feira (18) – nada mal para quem acumula uma queda de mais de 80% nos últimos 12 meses.
Se fosse apenas pelos números do quarto trimestre, o provável era que o mercado seguisse reagindo de forma negativa, assim como já havia acontecido no trimestre anterior, quando a empresa viu suas ações desvalorizarem 30% em um único dia. Mas a questão é que os investidores estão com os olhos no futuro.
Com um inevitável desempenho fraco em 2021, a gestão da Stone adotou a estratégia da autocrítica para justificar os erros do passado e mostrou mudanças na postura que podem levar a companhia a ter um 2022 muito mais positivo.
Aproveitando que já estamos no final do primeiro trimestre do ano, a empresa deu um aperitivo do que está por vir, deixando sinais promissores e elevando a expectativa para o restante do ano – e é justamente isso que repercute nas ações hoje.
Os papéis a Stone fecharam com alta de 42,04%, a US$ 13,65. A empresa também possui BDRs (recibos de ações) negociados na B3, com o código STOC31. As outras empresas do setor de adquirência também pegaram carona. Também listada em Nova York, a PagSeguro chegou a avançar 20% e, na B3, Cielo (CIEL3) teve alta de mais de 7%.
Leia Também

Ao falar sobre os erros do passado, a gestão admitiu que algumas decisões erradas foram responsáveis pelo desempenho ruim da empresa ao longo de 2021.
Dentre elas, a estratégia de crescimento agressiva e a falha na execução de projetos. A abordagem comercial também foi criticada, com os executivos afirmando que a Stone retomou o oferecimento de crédito, mas não fez isso de forma satisfatória, demorando a reprecificar os seus produtos após a súbita elevação da taxa de juros vista no país.
Para a companhia, os números provam que se trata de um ponto de inflexão positivo, uma virada de página. A empresa de maquininhas registrou um lucro líquido ajustado de R$ 34 milhões no quatro trimestre, uma queda de mais de 90% com relação ao ano anterior. No acumulado de 2021, o lucro foi de R$ 203 milhões.
A receita cresceu 87%, a R$ 1,9 bilhão, mas as margens foram pressionadas pelo avanço da curva de juros e a demora da empresa para reprecificar os seus produtos – o que só foi feito em novembro. Além disso, ainda existem despesas financeiras e operacionais da operação com o Banco Inter.
Com 378 mil novos clientes entre outubro e dezembro, a Stone fechou o ano com 1,8 milhão de clientes ativos, o maior salto da história.
Para 2022, as projeções são mais favoráveis. Segundo a companhia, existe larga margem para a empresa ampliar a base de clientes vindos da Linx e uma ampla reformulação deve melhorar a oferta de produtos e serviços bancários.
Atualmente, a Stone segue reprecificando os seus produtos, está reconstruindo o seu oferecimento de crédito e tem investido na simplificação dos aplicativos.
Além disso, deve implementar garantias pessoais adicionais para evitar calotes – isso envolve também mudanças no processo de venda e análise de crédito, reconstrução do seu modelo de monitoramento e uma análise de risco mais adequada.
Um novo produto de crédito deve ser testado nos próximos trimestres, a gestão da empresa foi simplificada e a venda de uma carteira de crédito por R$ 12,3 milhões foi positiva para o provisionamento dos primeiros meses de 2022. A Stone também divulgou que o crescimento de faturamento (TPV) foi superior a 80% entre janeiro e fevereiro de 2022.
Se dessa vez tudo sair como o planejado, a receita deve ficar entre R$ 1,85 bilhão e R$ 1,9 bilhão no ano. Embora esse seja um número mais animador do que os de 2021, os analistas do BTG Pactual apontam que segue abaixo das expectativas, já que 2022 deve se mostrar um período complicado para a retomada da lucratividade.
Para o Bank of America, além de falar, a gestão da companhia terá que efetivamente mostrar resultados, em uma espécie de “só acredito vendo”. O Credit Suisse também aponta que a recuperação no preço das ações só deve ocorrer quando a empresa reconquistar os investidores.
"Reconquistar a confiança do investidor leva tempo, mas resultados melhores do que o esperado podem ser um primeiro passo em direção à recuperação.”
BTG Pactual.
O BTG Pactual, Bank of America, Credit Suisse e UBS BB mantém recomendação neutra para os papéis da Stone.
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice
Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário