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Mais de 1.200 colaboradores foram desligados nesta quarta-feira (31); a companhia também cancelou programas originais, jogos no aplicativo e outros projetos que já estavam em andamento
A rede social precursora das fotos e vídeos com duração máxima de 24 horas não tem boas notícias para “postar” há algum tempo. E, após pouco mais de um mês da divulgação dos resultados desastrosos, a Snap entrou na lista de empresas de tecnologia que passaram por cortes de pessoal.
As demissões atingiram cerca de 20% do quadro de funcionários, o que corresponde ao desligamento de 1.280 dos 6.400 colaboradores.
Além disso, a companhia cancelou programas originais, jogos no aplicativo e outros projetos que já estavam em andamento.
“Tomamos a decisão de descontinuar nossos investimentos em Snap Originals, Minis, Games e Pixy, entre outras áreas. Também iniciamos o processo de encerramento dos aplicativos autônomos Zenly e Voisey”, disse Evan Spiegel, CEO do Snap, em memorando aos funcionários enviado nesta quarta-feira.
Segundo o Snap, os cortes ajudarão a empresa a economizar cerca de US$ 500 milhões em custos anualmente. A empresa também afirmou que vai concentrar esforços para aumentar o número de usuários da rede social.
O anúncio da reestruturação da empresa, que já rivalizou com o Facebook no mundo das redes sociais, aconteceu por meio de um e-mail, conhecido como memorando, de Evan Spiegel, CEO do Snap, aos colaboradores.
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Na carta, divulgada pelo portal The Verge, Spiegel afirmou que o corte de 20% do quadro de funcionários tem o objetivo de aumentar os investimentos da empresa nas áreas de engenharia, vendas e produtos.
“Embora tenhamos construído reservas de capital substanciais e feito grandes esforços para evitar reduções no tamanho de nossa equipe, reduzindo gastos em outras áreas, agora devemos enfrentar as consequências de nosso menor crescimento de receita e nos adaptar ao ambiente de mercado.”
O CEO do Snap também disse que a companhia deve aumentar o foco em três frentes estratégicas: crescimento da comunidade (usuários), da receita e em realidade aumentada.
As ações do Snap, negociadas na bolsa de Nova York, derreteram 39% após a divulgação do balanço do segundo trimestre, em julho.
A companhia de tecnologia registrou prejuízo de R$ 422 milhões e teve, entre os meses de abril e junho, o crescimento mais fraco da história desde a abertura do capital em 2017.
Contudo, no pregão de hoje, os papéis da companhia (SNAP) registram alta de 9,54%, negociadas a US$ 10,96.
O crescimento da receita até agora é de 8% em relação ao ano anterior, o que está "bem abaixo do que esperávamos", escreveu o Evan Spiegel, CEO do Snap, no memorando aos funcionários.
*Com informações de The Verge e Reuters
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