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Este será o primeiro calote do país desde a revolução Bolchevique, em 1918; Rússia deve cerca de US$ 100 milhões aos EUA
Termina na noite deste domingo o prazo para que a Rússia pague cerca de US$ 100 milhões aos Estados Unidos. O montante se refere a pagamentos de maio que, se não acontecerem, será o primeiro calote (default, na terminologia técnica) do país em quase 100 anos.
ATUALIZAÇÃO: Calote ou farsa? O que esperar do primeiro default em moeda estrangeira da Rússia em mais de 100 anos
A Rússia alega que possui o dinheiro para pagar os norte-americanos, porém o desligamento parcial do Swift — o sistema de pagamentos internacional — impede a transferência. O corte de conexão russo veio na esteira de uma série de retaliações dos EUA e outras nações ocidentais contra a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.
Já o lado norte-americano alega que alguns pagamentos foram feitos em rublos russos, o que não é válido para esse tipo de transferência.
Os efeitos imediatos são os mais comuns de serem analisados. A inadimplência da Rússia pode gerar um efeito dominó nos mercados.
Investidores que compraram títulos russos devem propor a ampliação das sanções para garantir o pagamento. Além disso, a pressão para o fim da guerra na Ucrânia também pode aumentar após o calote, de acordo com informações da Bloomberg.
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Mas o médio e longo prazo ainda é um mistério. O calote irá elevar a tensão já existente nas bolsas internacionais e afastar os investidores de ativos de risco.
E mais: O país ainda tem cerca de US$ 1 bilhão em pagamentos previstos até o fim do ano. Caso a Rússia falhe com a obrigação de pagar as dívidas, credores podem levantar novas ações judiciais que prejudicam a reputação do Kremlin.
Essa será a primeira vez em quase 100 anos que o país enfrenta um default. A última vez que isso aconteceu foi durante a revolução Bolchevique de 1918.
O momento também é novo para o mercado. Como dito anteriormente, a Rússia tem os recursos para pagar sua dívida, mas não consegue devido ao desligamento do Swift.
Os olhos do mercado se voltam para o que acontecerá com os países na noite deste domingo — e com as bolsas na abertura de segunda-feira (27).
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