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Na visão dos analistas Joseph Giordano, Nicolas Larrain e Ulises Argote, ainda existem oportunidades no setor, mas as ações do Carrefour já subiram demais, deixando um espaço muito pequeno para que os investidores ainda capturem ganhos.
A alta da inflação e da taxa de juros não são um desafio enfrentado apenas pelos consumidores que vão às compras e sentem o desconforto no bolso. As empresas do setor de varejo alimentar sentem a pressão em suas margens e no aumento das despesas financeiras, mas o Carrefour (CRFB3) surfa bem essa onda e está entre as maiores altas do ano no Ibovespa, com um avanço de 44% no ano – contra “apenas” 9% do principal índice da bolsa.
Se você está pensando em pegar carona com essa alta expressiva, talvez seja tarde demais. A temporada de balanços das empresas brasileiras está prestes a começar e enquanto alguns esperam os números oficiais para rebalancear a carteira, o JP Morgan se antecipou e atualizou suas projeções e recomendações para os três principais players do varejo alimentar na bolsa – Carrefour (CRFB3), Pão de Açúcar (PCAR3) e Assaí (ASAI3).
Na visão dos analistas Joseph Giordano, Nicolas Larrain e Ulises Argote, ainda existem oportunidades no setor, mas as ações do Carrefour já subiram demais, deixando um espaço muito pequeno para que os investidores ainda capturem ganhos.
Segundo projeções do banco americano, os papéis podem chegar a valer R$ 25, o que daria um potencial de alta de 10% até dezembro de 2022 e já subiram 20% do que os papéis de seus principais concorrentes. Com diversas opções na bolsa dentro do mesmo setor, os especialistas rebaixaram a recomendação da companhia para neutra e elegeram um novo favorito – a rede de atacarejo Assaí.
As ações do Carrefour não reagiram bem ao relatório divulgado nesta manhã. Por volta das 15h30, os papéis de CRFB3 recuavam 4,73%, a R$ 21,96. Enquanto isso, ASAI3 avança cerca de 1,68%, a R$16,30. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
No quarto trimestre de 2021, tanto o Carrefour quanto o Assaí mostraram um crescimento considerável em seus braços de atacado. Com a inflação em alta e o poder de compra reduzido, boa parte da população tem buscado alternativas mais viáveis para o bolso. Conhecidos por preços mais competitivos, os nomes do segmento ganharam a atenção.
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De acordo com a equipe de análise macroeconômica do JP Morgan, a inflação em itens alimentícios deve seguir forte ao longo do ano, o que limita o crescimento do setor e pode segurar os papéis também no segundo trimestre do ano. Apesar disso, o segundo semestre deve ser marcado pelo avanço da integração das lojas Assaí e do Extra – adquirido no fim de 2021.
Como a companhia com o maior crescimento orgânico dentre as empresas analisadas, os analistas do banco elevaram o preço-alvo dos papéis para R$ 20 – um potencial de alta de 20%. A recomendação é de compra
Apesar dos papéis da rede de atacarejo Assaí serem a preferência, o JP Morgan mantém sua recomendação de compra para as ações do Pão de Açúcar, com um potencial de alta de 34%.
Nos últimos anos, a companhia tem focado em desinvestimentos estratégicos (como o da marca Extra) para se consolidar com os ativos do segmento premium – aqueles com tíquetes médios mais elevados e diferenciados.
A execução e crescimento da companhia é observado de perto pelos analistas, já que os elementos macroeconômicos podem ferir os resultados, mas a maior parte da perspectiva positiva para os papéis vem justamente do potencial da empresa em destravar valor com cisões e vendas de ativos.
Os analistas apontam que até o momento, o grupo Pão de Açúcar tem tido dificuldade em mostrar crescimento após a reformulação de suas lojas. Além disso, a abertura de novas unidades não tem sido rápida o suficiente para sustentar o modelo.
Por outro lado, a companhia pode aprovar a cisão do grupo colombiano Exito. Com poucas sinergias entre as companhias, o valor de mercado da rede de supermercados está pouco precificado nos papéis da companhia brasileira. “Acreditamos que o Exito corresponde a cerca de R$32 por ação do nosso atual preço-alvo de R$ 36,5 e resultará em 50% do Ebitda de 2023 da companhia”.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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