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RISCO ELEITORAL

Não compre ações da Petrobras (PETR4) hoje e espere o resultado das eleições, alerta o Credit Suisse

Banco rebaixa a recomendação para os papéis da Petrobras para neutro e vê risco de mudança nos rumos da gestão dependendo do resultado das eleições

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17 de outubro de 2022
10:53 - atualizado às 10:54
Lula e Bolsonaro, com logotipo da Petrobras ao centro
Lula e Bolsonaro, com logotipo da Petrobras ao centro - Imagem: Montagem Julia Shikota/Shutterstock

Se você estiver pensando em investir nas ações da Petrobras (PETR4), talvez seja melhor esperar até o dia 30 de outubro — data do segundo turno das eleições presidenciais. O alerta é do Credit Suisse, que decidiu rebaixar a recomendação para os papéis da estatal de outperform (equivalente a compra) para neutro.

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A mudança na visão para a Petrobras acontece depois do rali das ações da companhia, que acumulam alta de 12% em outubro.

Os analistas do Credit Suisse até entendem que os fundamentos justificam os preços atuais, ou até maiores, para as ações da Petrobras.

“No entanto, após o forte desempenho recente, achamos que a assimetria de curto prazo até a eleição não é mais favorável”, escreveram os analistas Regis Cardoso e Marcelo Gumiero.

Petrobras: retorno com dividendos de 34%

Considerando as cotações atuais do petróleo, o Credit Suisse projeta uma geração de caixa de US$ 7,5 bilhões (R$ 39,5 bilhões, no câmbio atual) por trimestre para a Petrobras.

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Boa parte desse caminhão de dinheiro pode parar no bolso dos acionistas da estatal. O retorno com dividendos (dividend yield) anualizado poderia chegar a 34% se a Petrobras distribuísse toda essa geração de caixa, de acordo com os analistas.

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Tudo isso, é claro, se o resultado das eleições não mudar os rumos da gestão da companhia. “No entanto, a realidade é que o resultado eleitoral pode sim mudar o rumo da empresa. Preferimos esperar e ver se esse será o caso.”

O risco eleitoral

Os analistas não mencionam nem Lula nem Bolsonaro, mas alertam que uma mudança política pode ter três implicações para a Petrobras: na política de preços dos combustíveis, no plano de investimentos e na política de dividendos.

Para o Credit Suisse, a queda das cotações do petróleo representa um risco ainda maior do que uma mudança na política de preços em si. Uma redução para US$ 70 em 2023 pode reduzir o fluxo de caixa da Petrobras para US$ 15 bilhões, de acordo com os analistas.

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O risco se tornaria maior se o mercado começar a colocar no preço das ações um aumento significativo no plano de investimentos da estatal. “Por fim, há o risco de que a Petrobras seja forçada a cortar a política de dividendos para fazer frente aos investimentos futuros”, acrescentam.

Seja como for, o Credit Suisse projeta mais um bom resultado para a estatal e com dividendos gordos no terceiro trimestre deste ano. A expectativa dos analistas é de uma distribuição entre US$ 6 bilhões e US$ 9 bilhões, mas eles não descartam um cenário mais remoto em que a Petrobras poderia pagar até US$ 12 bilhões em dividendos.

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